Mc Guimê é condenado a pagar R$ 10 mil a fã que levou soco de segurança
O cantor MC Guimê foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil a um fã que levou um soco de seu segurança ao tentar tirar uma foto com o artista em 2014, após um show realizado no Hotel Estância Bonanza, em Agudos (SP). A decisão é do juiz Saulo Mega Soares e Silva, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
Segundo o fã relatou no processo ao qual o Terra teve acesso, ele estava em um show do artista nas dependências do hotel, em novembro de 2014, e após o término da apresentação foi até o camarim tirar uma foto com o MC, que, segundo ele, já havia consentido.
No entanto, o rapaz relata que foi impedido pelos seguranças do artista de entrar no camarim e, ao tentar argumentar que havia sido autorizado, foi agredido com um golpe no rosto. Na época, ele chegou a registrar boletim de ocorrência pela agressão.
O fã também afirma que sofreu lesões no nariz, precisando ser submetido a três pontos cirúrgicos. Ele ainda relatou que o segurança que o agrediu utilizava roupa diferente dos demais seguranças, ou seja, tinha no verso de sua camiseta a identificação 'Guimê' e, por isso, acredita que o profissional era contratado diretamente pelo artista.
Apesar do alegado pelo fã, Guimê argumentou no processo que o segurança não tinha sido contratado por ele, mas na verdade pela produtora do show.
O magistrado, no entanto, não aceitou a alegação e afirmou que "há prova certa de todos os elementos da responsabilidade objetiva, pois resta comprovado que o agente causador da lesão era preposto da parte ré Guilherme Dantas [MC Guimê], agindo por dependência e por ordem deste para a sua segurança, tendo agredido ilicitamente a parte autora, causando-lhe dano injusto".
Além dos R$ 10 mil de indenização, o MC também deverá pagar R$ 1 mil ao fã para cobrir os custos do processo. Já o fã terá que pagar R$ 2 mil ao Hotel Estância Bonanza, que também foi processado, mas o juiz não considerou o local responsável pela agressão.
Em nota enviada ao Terra, o advogado de defesa do artista, Robson Cyrillo, informou que recorrerá da sentença de primeiro grau, pois afirma que o artista não tem responsabilidade sobre a agressão.
"Insta observar, a ausência de responsabilidade do artista, pois não possui nenhuma relação com os fatos, sendo ilegítimo para figurar no polo passivo, por tratar-se o MC Guimê de um artista que nunca negociou os referidos shows, tampouco contrata qualquer segurança particular, transportes, sendo toda logística tratada diretamente por seu agenciador", alega a defesa.
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