Integração: Ação do Plid com Polícia Científica identifica paciente na UTI do HGE há um mês
Um trabalho feito a muitas mãos com o intuito de promover dignidade, de encontrar pessoas e familiares, de resgatar a autoestima, questão de responsabilidade, compromisso, doação e amor. O Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), com a parceria indispensável da Polícia Científica, que o integra, conseguiu identificar um paciente de 31 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE) desde o início deste mês de agosto. A solicitação foi do Serviço Social da referida unidade emergencial e o exame realizado com precisão por um papiloscopista do Instituto de Identificação I.I. por meio de coletas digitais, e de material genético pelo Instituto de Criminalística.
Após a mobilização, o paciente foi identificado como Franklin Gomes da Silva, filho de Maria Aparecida Gomes da Silva, natural de Maceió. Isso significa que, a partir de agora, ele tem todas as possibilidades de receber apoio familiar.
“Essa é a proposta do Sinalid/Plid, de juntar forças e, sem medir esforços, tentar resgatar pessoas, viabilizar o retorno delas para o meio familiar. Somos uma equipe grande, com diversos órgãos que atuam com muita responsabilidade, de maneira célere, porque cada segundo para nós é uma vida. Neste caso, especificamente, houve o pedido do HGE, entramos em ação, a Polícia Penal foi mais uma vez brilhante e isso nos gratifica, esse juntar de mãos com a mesma finalidade. Assim também ocorre com as pessoas desaparecidas, onde já logramos êxito centena de vezes”, esclarece a coordenadora do PLID/AL, promotora de Justiça Marluce Falcão.
O exame de papiloscopia e de material genético foi feito no dia 15 de agosto pelo papiloscopista Marcelo Casado e o resultado foi obtido nesta terça-feira (30). Marcelo Casado detalhou que a coleta de digitais feitas pelo Instituto de Identificação e de material genético pelo Laboratório Genético do Instituto de Criminalística foi a junção exitosa na identificação de paciente internado sem documento de identidade e sem indícios de quem seriam os seus familiares, sendo possível após a pesquisa papiloscopica – perícia em digitais – junto ao Banco de Dados do Instituto de Identificação.
“Tivemos o prazer de informar na manhã de hoje a identificação de um paciente internado no HGE que, por sua vez, solicitou a nossa participação para tal tarefa. Após coleta e pesquisa papiloscópica no Instituto de Identificação constatou-se tratar de Franklin Gomes da Silva, nascido no dia 31 de julho de 1991. Cumprimos com a nossa missão e comemoramos a localização dos familiares”, declara Casado.
A assistente social do HGE, Dulce Perdigão, demonstra a satisfação por terem conseguido identificar o paciente.
“Foi uma emoção imensa identificarmos o paciente e termos localizado sua mãe através do contato da ficha do Instituto de Identificação. É o primeiro caso dessa natureza e algo que não tem preço. Já sabemos que ela reside no bairro do Clima Bom e, neste momento se dirige ao HGE para fazer reconhecimento presencial. Estou muito feliz e aliviada porque cumprimos com nossa missão”, afirma a profissional que também integra o Plid.
Orientação
O diretor do Instituto de Identificação, Anízio Amorim, ressalta a importância de as pessoas irem ao órgão para a confecção do novo Registro Geral (RG) ou mais conhecida Carteira de Identidade. O novo RG de Alagoas é considerado o mais completo do país.
“É preciso que as pessoas saibam dessa importância, o nosso novo RG é completo, traz um grande diferencial que pode ajudar na hora de identificar, inclusive, doenças. Nele, o cidadão também colocará todo histórico de saúde e terá os números dos demais documentos e isso é muito significativo, pois em casos de acidente ou qualquer outra situação que impossibilite o portador de fornecer informações elas já constam no documento e facilitarão o atendimento emergencial. Para maior praticidade, também poderá ser baixada pelo aplicativo RG digital AL”, explica Anízio.
Ele elogiou o trabalho importante da Papiloscopia e lembrou que para a emissão da carteira de identidade ele também é necessário.
“Nossos papiloscopistas são excelentes e dedicados profissionais e o cidadão pode apostar sem medo no desempenho das suas atividades, têm contribuído muito para a sociedade alagoana. Em relação ao RG, ou carteira de identidade, só é entregue quando houver liberação pelo papiloscopista”, explica.
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