Dia Nacional de Combate ao Fumo: entenda a importância da psicoterapia no tratamento do tabagismo
Por muito tempo, o hábito de fumar foi associado a uma vida elegante, feliz e realizada. Mas, felizmente, o costume deixou de ser símbolo de modernidade e passou a representar um problema de saúde pública. Atualmente, já se sabe que o tabagismo está ligado a mais de 50 tipos de doenças, como câncer de pulmão, boca e de faringe, além de problemas cardíacos.
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado no dia 29 de agosto, foi criado com o objetivo de conscientizar a população sobre os inúmeros prejuízos causados pelo tabaco. O psicólogo do Grupo Hapvida NDI, Carol Costa, afirma que psicoterapia é fundamental no tratamento do tabagismo, já que a dependência química também envolve fatores emocionais, afetivos e culturais.
Conheça os efeitos da nicotina no cérebro
O tabagismo é conceituado com a dependência da droga nicotina, presente em derivados do tabaco, como cigarro, cigarrilha, cachimbo, charuto, fumo de rolo ou narguilé.
“Depois de ser inalada, a nicotina atinge o cérebro e age no sistema nervoso liberando substâncias que resultam na sensação de prazer. Por isso que os usuários continuam repetindo o hábito nocivo, ainda que já tenham alguma consciência dos prejuízos”, explica o psicólogo.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que 443 brasileiros morrem, todos os dias, por causa do tabagismo. No mundo, as estatísticas também preocupam já que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que oito milhões de pessoas perdem a vida, anualmente, devido às consequências do uso do cigarro e seus derivados.
Uma vida sem cigarro: terapia ajuda a abandonar o vício
Carol Costa ressalta que abandonar o cigarro pode até parecer uma escolha fácil, mas requer, além de tratamento médico, apoio psicoterápico, pois, para muitos usuários, o processo pode ser percebido como um momento de perda e, em alguns casos, de luto.
Além disso, para muitos usuários, o hábito de fumar se constitui como um verdadeiro ritual que envolve desde a escolha e compra do tipo de cigarro, até o ato de acendê-lo.
“Por sentir prazer, o fumante busca o cigarro em situações de estresse, para ‘relaxar’. O problema é que a ausência de nicotina no corpo acaba causando o efeito neuroquímico inverso, aumentando sintomas de irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração e até depressão”, diz.
Assim, a psicoterapia é focada na redução gradual do consumo de cigarros, bem como em estratégias para o enfrentamento de sintomas de abstinência para desfazer os mecanismos comportamentais relacionados ao hábito de fumar.
“O paciente é instruído sobre os males causados pelo cigarro e sobre o que esperar do processo de parar de fumar, que é, aos poucos, substituído por hábitos saudáveis e que prolongam a vida”, finaliza o psicólogo.
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