Ministério Público denuncia homens por estupro de vulnerável e conivência com o crime
O silêncio forçado pelo medo, o abuso sexual, o estupro contínuo vitimando uma menina a partir dos 12 anos, a violência que culminou em três gestações tendo como criminoso o padrasto. Uma mulher que era forçada a manter relações sexuais com o companheiro, inocente em relação à filha. Mas, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca do Pilar, diante dos relatos das vítimas e testemunhas, constatados os crimes, ofereceu denúncia contra Edilson Zeferino Correia, 37 anos, e seu primo Clécio Zeferino Correia, de 28, este último seu conivente. O pedido é pela manutenção da prisão preventiva de ambos.
O promotor de Justiça Sílvio Azevedo interpreta os crimes como uma estupidez e esclarece sobre a necessidade de os denunciados serem mantidos presos.
“Estamos diante de uma situação delicada e que causa repulsa, um crime até então desconhecido porque as vítimas, como tantas outras milhares pelo Brasil, tinham medo do algoz que vivia dentro da própria casa. A menina que começou a ser abusada aos doze anos, ameaçada, silenciou, engravidou aos catorze. O padrasto, o estuprador, para se livrar e continuar com a violência sem que a companheira e mãe da vítima , que também era estuprada, desconfiasse, combinou com o primo para assumir a paternidade, mas não parou por aí, os estupros tiveram continuidade e mais duas crianças nasceram. Então, denunciamos os dois, defendemos a prisão preventiva porque entendemos que o primo do autor, ao se dizer pai da primeira criança fruto do estupro, compactua com o crime e em liberdade colocariam a vida delas em risco”, ressalta Azevedo.
O advogado de Clécio Zeferino teria entrado com o pedido de relaxamento de prisão, mas o promotor Sílvio Azevedo evidencia que “encobrindo o abuso cometido, auxiliando na garantia de segurança do autor do crime” ele é diretamente culpado e sustenta que haja a reconsideração pelo pedido de prisão preventiva.
“Assim, o denunciado Clécio além de conivente, ao registrar uma filha da vítima como pai, cometeu o crime tipificado no art. 242”, explica o promotor de Justiça. O artigo diz que “dar parto alheio como próprio; registrar como seu o filho de outrem; ocultar recém-nascido ou substituí-lo, suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil” é crime.
O caso
O crime teve início em 2012, quando a menina tinha 12 anos. Luciene da Conceição, sua mãe, convive com o denunciado Edilson Zeferino dos Santos há vinte anos, mas em depoimento à polícia confessou que ele sempre teve comportamento agressivo obrigando-a, inclusive, a manter relações sexuais contra a sua vontade.
Quando decidiu morar com o autor, Luciene já tinha dois filhos e a menina aproximadamente oito anos. Quatro anos após ele começou a abusá-la sexualmente, aos quatorze teve a primeira filha, momento em que sua mãe tomou conhecimento das violências por ela sofridas. No entanto, Edilson combinou com o primo Clécio para assumir a criança, afastando dele toda e qualquer responsabilidade, o que foi acatado por seu parente.
A mãe passou a desconfiar de que havia algo errado porque, segundo ela, a menina nunca havia namorado e seu companheiro costumava chamá-la para sair e a mesma, corriqueiramente, retornava aos prantos para casa. Até que um dia a pré-adolescente confessou que ele seria o verdadeiro pai da criança. Os estupros contra mãe e filha continuaram e Luciene afirma não ter denunciado antes por medo, ela também teve três filhos com Edilson e durante uma das gestações ocorreu a descoberta de que sua filha teria engravidado dele.
E assim conclui o promotor de Justiça Sílvio Azevedo em sua denúncia: “Documentos juntados aos autos, oitivas de testemunhas e vítimas são suficientes para comprovar a materialidade bem como a autoria deste apavorante delito”.
Últimas Notícias
Operação Teto de Vidro: Polícia Civil de Alagoas prende homem por golpe do falso cadastro habitacional
Homem é preso após agredir a companheira em Arapiraca
Caetano Veloso e Maria Bethânia vencem prêmio de Melhor Álbum de Música Global, no Grammy 2026
Saiba quem é o ciclista assassinado a tiros, momentos após chegar da praia, em Arapiraca
Homem fica em estado grave após ser vítima de ataque a tiros, em Palmeira dos Índios
Vídeos mais vistos
Delegado detalha prisão de autor de homicídio no Bosque das Arapiracas
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Inauguração de escola no Capim

