Mãe e padrasto advogado espancam crianças e ainda ameaçam vizinhos, no DF

Por Redação 20/07/2022 16h04 - Atualizado em 20/07/2022 20h08
Por Redação 20/07/2022 16h04 Atualizado em 20/07/2022 20h08
Mãe e padrasto advogado espancam crianças e ainda ameaçam vizinhos, no DF
Crianças agredidas pela mãe e pelo padrasto no DF - Foto: PC DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está investigando um casal acusado de espancar três crianças, de 12, 9 e 7 anos, em Ceilândia, no Distrito Federal. As crianças são filhas da mulher e enteadas do homem, que é advogado.

Conforme a Polícia, a violência das agressões, além de deixar hematomas severos nos corpos dos filhos, provocava crises de pânico nas vítimas. Após os vizinhos denunciarem o caso, que também foi assunto em um grupo de WhatsApp do condomínio, o advogado e padrasto das crianças ameaçou agredir uma moradora.

O caso foi levado para o Conselho Tutelar da região e vários boletins de ocorrência foram registrados na Polícia Civil, tanto pelos vizinhos quando pelo pai biológico das crianças, que é separado da mãe.

Em um dos casos registrados na polícia, ocorrido no dia 10 de junho do ano passado, a avó das crianças tentou impedir que a neta de 12 anos fosse surrada dentro de um quarto. A idosa precisou arrombar a porta e, quando entrou, viu a menina sendo espancada e segurada pelos cabelos pela mãe. Quando tentou apartar, a avó foi empurrada, estapeada e levou uma surra do padrasto, que usou um cabo de vassoura para atacá-la.

Quando o caso foi tratado em um grupo de WhatsApp de moradores do prédio, uma pessoa tentou intervir no grupo para que as agressões parassem. O advogado, a ameaçou.

“Se a senhora postar mais alguma coisa no grupo, a senhora pode ter certeza de que eu vou rachar tua cara na porrada. E tu pode ter certeza disso. Eu vou mandar logo aqui no grupo para esculachar essa porra. Porque, se tu postar mais alguma coisa e eu me sentir ofendido ou exposto, você pode ter certeza que eu vou lhe quebrar na porrada. Pode ir na polícia registrar um boletim de ocorrência, porque crime de ameaça é de menor potencial ofensivo e não dá nada”, disse o advogado e padrasto das crianças.

“Basta postar novamente. Se eu me sentir ofendido, eu vou te arregaçar na porrada. Posta aí, se você tem coragem”, completou ele.