VÍDEO: Jovem acusa coronel da Força Aérea Brasileira de chamá-la de chimpanzé em bar
A estudante de enfermagem Ellen Pereira da Silva, 23 anos, usou as redes sociais (veja vídeo abaixo) para denunciar que teria sido vítima de injúria racial no bar New Mercadito, localizado na 201 Sul. Segundo o relato da jovem, o autor das ofensas é o coronel aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) Mauro Rogério Gomes Pessanha (foto em destaque). Ellen conta que o oficial se aproximou dela e de um amigo, na noite dessa quinta-feira (14/7), e xingou os dois de “chimpanzé” e “orangotango”. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu investigação sobre o caso.
A universitária conta que, por volta das 20h30, pouco depois de chegar ao estabelecimento, viu outra jovem sentada sozinha em uma mesa próxima à sua. Nesse instante, o militar começou a importuná-la. “Vimos ela super sem graça e chamamos para se sentar conosco”, disse.
Em seguida, o coronel se aproximou de Ellen e de seu amigo e começou a insultá-los. “Ele disse que era macho-alfa e, quando via uma fêmea sozinha, tinha de ir lá. Disse que tinha estudo e nós, não; que era coronel, que tinha influência na política, e que, para ele, éramos dois chimpanzés, dois orangotangos”, detalha.
“Quando eu tentei fingir que não estava ouvindo e virar de costas, ele ficou insistindo para que escutássemos”. Ela afirma que chamou um garçom para afastar o homem, mas o funcionário teria rido. No entanto, pouco tempo depois, um segurança retirou o coronel do ambiente. Ellen ainda relata que o militar fez gestos obscenos com mão antes de ir embora do bar.
“Cheguei em casa e refleti muito sobre. Passei a noite toda acordada, pensando no que eu poderia ter feito ou falado. O meu amigo também. A gente passa por situações assim constantemente. Além de sermos negros, ele é gay”, conta.
O outro lado
O Metrópoles procurou Mauro Pessanha, que também é secretário de Finanças da Executiva Nacional do PTB. Por telefone, ele negou ter feito comentários racistas durante a interação que teve com os dois jovens no bar. “Passei 15 minutos no bar ontem, a convite de um amigo, e saí para outro local. Estávamos conversando e eu falei, em algum momento: ‘vocês têm raciocínio lento de orangotango?’. As duas pessoas são mais brancas do que eu, que sou negro”, argumentou.
O militar alega não ter acontecido “nada de mais” durante a conversa e resolveu sair de perto da mesa quando viu Ellen gravando. “Eu vi maldade ali”, disse.
O que diz o New Mercadito
A reportagem do Metrópoles tentou contato pelas redes sociais e por telefone com o bar New Mercadito, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
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