Operação desarticula grupo criminoso que fraudou R$ 23 milhões através de empresas de fachada em AL e SC

Por Redação 21/06/2022 07h07 - Atualizado em 21/06/2022 08h08
Por Redação 21/06/2022 07h07 Atualizado em 21/06/2022 08h08
Operação desarticula grupo criminoso que fraudou R$ 23 milhões através de empresas de fachada em AL e SC
Quatro empresas de fachada foram usadas nas fraudes das notas fiscais - Foto: MP-AL

Foi deflagrada nesta terça-feira (21), uma operação que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que emitia notas fiscais falsas por meio de empresas de fachada. Oito mandados de prisão preventiva para envolvidos em Alagoas e em Santa Catarina foram expedidos, além de 14 de busca e apreensão nos dois estados. 

O esquema movimentou a quantia de mais de R$ 23 milhões e 18 pessoas que fazem parte do grupo são alvos da operação batizada com o nome de Noteiras III. Além desse crime, os autores também realizaram fraudes que vitimaram pessoas em vulnerabilidade social, através de certificados de assinaturas digitais, conhecidos como tokens.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), 100 notas fiscais falsas foram emitidas pelas empresas. Esses estabelecimentos possuíam informações inverídicas sobre sua propriedade e gestão, não existindo de fato.

Já o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) informou que contadores, empresários e "laranjas" participaram do esquema. O envolvimento de pessoas que vivem em outros estados do país também está sendo investigado. De acordo com as informações divulgadas, as penas de cada um dos autores podem chegar a 80 anos de prisão. 

Dentre os mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, seis estão sendo cumpridos em Maceió e dois em Santa Catarina. Já entre os de busca e apreensão, dez são em Maceió e quatro no estado do Sul do país. As secretarias da Fazenda e as polícias Civil, Militar e Científica dos dois estados, e a Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas atuam na operação.