MPF solicita que Polícia Federal investigue morte de peixes na Lagoa Mundaú
O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas enviou ofício para a Polícia Federal (PF) para que ela investigue a autoria do crime ambiental que resultou na morte de um grande número de peixes na Lagoa Mundaú, no bairro Bebedouro, em Maceió.
O grande número de peixes foi encontrado morto no dia 13 de março deste ano, e laudos periciais apontam que foi em decorrência de poluição ambiental, com uma acentuada contaminação da Lagoa Mundaú.
Os oficios também pedindo investigação do caso também foram enviados para a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh), deputado estadual Cabo Bebeto e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).
Para pedir a investigação de crime ambiental, o MPF se baseou em laudos técnicos e periciais apresentados pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e pelo Instituto do Meio Ambiente em Alagoas (IMA/AL).
A UFAL concluiu que mais de um composto químico contribuiu para a mortalidade dos peixes na região do Flexal de Baixo, no Bebedouro, em 13/03/2022.O primeiro item do relatório destaca que “os peixes morreram por intoxicação química e orgânica, devido ao produto lançado, ter sido de forma intencional, por escape ou ainda por escoamento superficial (lixiviação). Este atua no aumento da permeabilidade celular, permitindo a entrada de íons indesejáveis nas células e impedindo a troca gasosa das brânquias com o ambiente aquático, desta forma os exemplares com pouca capacidade energética e natatória não tiveram oportunidade de deslocar-se da área contaminada levando-os à morte”.
Sugerindo, por fim, a realização de monitoramento do ambiente lagunar com vistas a saúde pública e qualidade e segurança alimentar, devido alguns índices elevados de mercúrio, manganês, potássio, BTEX (tolueno), bactérias e coliformes fecais encontrados no ambiente. Estes afetam e podem trazer graves danos à saúde da população.
Já as análises do IMA/AL apontaram que os parâmetros físico-químicos não estavam adequados aos limites máximos exigidos pela legislação quanto aos parâmetros: fósforo total, óleos e graxas, turbidez e coliformes termotolerantes.
Para a procuradora da República Juliana Câmara, “o panorama revelado pelos laudos periciais – para além do ocorrido em março – revela uma situação preocupante sob o ponto de vista ambiental e de saúde pública. Trata-se de um problema complexo, reiterado no tempo e multicausal”.
Atuação conjunta – Foi ainda solicitada à Procuradoria-Geral da República (PGR) a designação do procurador da República Lucas Horta, titular do 4º Ofício do Meio Ambiente, para atuar conjuntamente considerando que a seriedade e a complexidade do caso exigem uma atuação prioritária e institucionalizada por parte do MPF.
Últimas Notícias
Uneal concederá título de Doutor Honoris Causa ao fotógrafo e cineasta Celso Brandão
Kim Catedral e Miguel Gama são as atrações do Projeto Seis & Meia em Penedo
Jheny Santucci anuncia separação de Arthur Aguiar após 3 meses de casamento
Homem invade casa de PM para furtar e é baleado ao tentar atacá-lo com punhal, em Arapiraca
Jornalista precisa de doações de sangue após sofrer acidente em Maceió
Vídeos mais vistos
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Julgamento de escultor, em Arapiraca
1ª Jomart Run

