"Hoje a Justiça, efetivamente, foi feita", diz tia sobre condenação de motorista que matou sobrinha, em Maceió
O homem acusado de atropelar e matar a estudante, Bruna Carla da Silva Cavalcante, foi condenado a 24 anos e seis meses de reclusão em regime, inicialmente fechado, 11 anos depois do atropelamento, que ocorreu na Avenida Jatiúca, em Maceió. À época, Bruna tinha 19 anos de idade. A condenação ocorreu durante Júri Popular, realizado no Fórum do Barro Duro, na capital. Para a tia da vítima, Maria Gesilda, "a Justiça foi, efetivamente, feita", nesta terça-feira (26).
"Traz um conforto para a família e a sensação de dever cumprido, enquanto cidadã também, porque depois dessa caminhada, hoje, efetivamente, a Justiça foi feita, de uma forma muito linda, muito transparente", afirma Maria Gesilda à TV Pajuçara, após o término do júri, que resultou na condenação de José Leão da Silva Júnior .
O pai de Bruna, Carlos Cavalcante, também se pronunciou sobre o caso e considerou que o que houve com a filha foi "assassinato".
"Um apelo que a família faz: a gente vê todos os dias acidente de trânsito, que tira pessoas do convívio da família por culpa do álcool.Se você vai beber, tenha pelo menos a dignidade, o respeito com a vida dos outros. Se você não tem respeito com a sua própria vida e com a vida dos seus familiares, pelo menos respeitem a vida dos outros. Tenham empatia com a vida dos outros. Isso o que aconteceu foi um assassinato", lamenta em desabafo, o pai de Bruna Carla da Silva.
"Não é comum na vara do júri termos julgamentos de crime de trânsito, mas estávamos diante de uma situação excepcional, com peculiaridades, após a vítima ter sido arrastada, após o primeiro impacto. A partir dessa situação e de outras informações, o MPE verificou que estávamos diante de um fato praticado com dolo, de modalidade eventual", diz o promotor de Justiça, Paulo Zacarias.
O advogado de defesa não concordou com a acusação. O réu, que respondia ao processo em liberdade, saiu preso do fórum.
"Só tem uma testemunha dizendo que o semáforo estava aberto e não tem nenhuma testemunha dizendo que o sinal estava fechado, então, foi de encontro ao que está no autos", diz o advogado de defesa, Altair Costa.
O pai de Bruna diz ainda que a família "ficou destroçada" e que "nunca mais foi a mesma".
Entenda o caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP/AL), a vítima Bruna Carla da Silva Cavalcante atravessava a avenida Júlio Marques Luz, por volta das 18h30, quando o réu ultrapassou o sinal vermelho em alta velocidade e a atingiu. Após o atropelamento, o motorista teria desligado os faróis, passado o carro por cima do corpo de Bruna e fugido do local. A vítima tinha 19 anos na época.
Posteriormente, em depoimento, José Leão afirmou que, no momento do acidente, pensou que tivesse passado por cima de uma caixa. Ele negou ter bebido e disse que o local do acidente estava escuro.
O réu foi pronunciado em fevereiro de 2014 e será julgado por homicídio duplamente qualificado (meio de que possa resultar perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima). A defesa interpôs recursos no Tribunal de Justiça de Alagoas, mas foram denegados. A sessão do júri será conduzida pelo juiz Ewerton Carminati.
Últimas Notícias
Apostador de São Gonçalo (RJ) leva prêmio de R$ 141 milhões da Mega-Sena
Carro liga sozinho, derruba portão e assusta moradora em Uberlândia
Prefeitura de Igaci não autoriza realização de tradicional cavalgada em Lagoa do Capim e organizadores apontam motivação política
Programa leva professores de escolas públicas a intercâmbio no Panamá
11 sobreviventes de acidente com romeiros estão internados em quatro hospitais; estado de duas crianças é grave
Vídeos mais vistos
Delegado detalha prisão de autor de homicídio no Bosque das Arapiracas
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Ordem de Serviço para pavimentação em bairros de Arapiraca

