Após mais de 10 anos, julgamento de motorista embriagado que matou universitária arapiraquense acontece nesta terça (26)

Por Lohuama Alves 25/04/2022 12h12
Por Lohuama Alves 25/04/2022 12h12
Após mais de 10 anos, julgamento de motorista embriagado que matou universitária arapiraquense acontece nesta terça (26)
Universitária morta atropelada em Maceió em 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

Dia 13 de agosto de 2022 fará 11 anos que a universitária arapiraquense, Bruna Carla da Silva Cavalcante, foi atropelada e morta, na avenida Júlio Marques Luz, no bairro Jatiúca, por um motorista embriagado que avançou o sinal vermelho e trafegava em alta velocidade. Apesar das provas e testemunhas, ele permanece impune.

Nesta terça-feira (26), o julgamento de José Leão da Silva Junior está marcado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado na Avenida Juca Sampaio, no bairro Barro Duro, em Maceió, às 9 horas.

No âmbito criminal, o motorista foi denunciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar). Durante esses longos anos, familiares e amigos da vítima buscaram Justiça, mas não obtiveram respaldo da lei.

Relembre o caso


Bruna Carla atravessava a rua para chegar na casa de sua tia, quando o denunciado ultrapassou o sinal vermelho em alta velocidade, atropelando a mesma. Após o atropelamento, José Leão da Silva Júnior desligou os faróis do carro, passou por cima do corpo de Bruna e se evadiu do local sem prestar socorro, demonstrando total indiferença ao resultado, visto que tinha consciência de que sua conduta poderia ocasionar a morte da vítima, como de fato ocorreu.

À época, testemunhas revelaram que o motorista era conhecido na região por dirigir perigosamente, andar sempre em alta velocidade naquele local, causando medo e pânico nos moradores daquela localidade. Ele teria passado o dia bebendo com amigos e, por volta, das 18 horas, saiu do bar e provocou o acidente. Além de testemunhas, a defesa tem imagens de câmeras de monitoramento do local que comprovam o crime.

Bruna tinha 19 anos e cursava o 4º período de Administração Pública na Universidade Federal de Alagoas, em Arapiraca. Ela estava com sua irmã passando o final de semana do Dia dos Pais ao lado da família.

“São anos sem conseguir dormir direito e com a esperança de um dia termos justiça. Não terei mais minha filha presente, mas vamos garantir que essa fatalidade não aconteça com mais alguém”, relatou José Carlos, pai da vítima.

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