Suspeita de matar sargento da PM alega legítima defesa e pede liberdade

Por Sidinéia Tavares/Redação 25/03/2022 09h09 - Atualizado em 25/03/2022 09h09
Por Sidinéia Tavares/Redação 25/03/2022 09h09 Atualizado em 25/03/2022 09h09
Suspeita de matar sargento da PM alega legítima defesa e pede liberdade
PM morto - Foto: Reprodução

Presa desde a última quarta-feira, 23, pelo assassinado do sargento Fábio da Silva, lotado na 1º BPM, Josefa Cícera Nunes Flores alegou legítima defesa e pediu para responder o processo em liberdade. O advogado dele entrou com pedido de liberdade provisória na última quinta-feira, 24.

Sargento Fábio da Silva morreu na madrugada do dia 23, após ser baleado por Josefa Cícera. Ele ainda foi socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu e morreu. No momento, Josefa Cícera estava com o sargento na UPA e confessou o crime.

Ela estava bastante nervosa e precisou ser medicada, antes de ser levada para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital.

Conforme o advogado de Josefa Cícera ela atirou no sargento após um embate corporal. A mulher contou que tudo começou quando eles voltavam para casa após beberem. Ainda no carro, eles iniciaram uma discussão por ciúmes em razão do desejo de Josefa de trabalhar fora e o sargento não permitir.

Em casa, ela teria ido tomar banho e o sargento a puxou para fora do banheiro já com uma pistola em punho. Ela narra que ele teria dito que se estivesse com um revólver, faria roleta russa nela, o que segundo ela ele já teria realizado em outro momento.

O sargento teria "feito um gesto" que iria agredi-la e iniciou uma luta corporal entre o casal. Ela disse que segurou o revólver e, durante o embate, houve o disparo que vitimou o sargento. Ainda segundo a mulher, após cair, o sargento atirou contra ela, mas o disparo atingiu o teto.

Além disso, o advogado de Josefa Cícera aponta nulidade processual na decretação da prisão. Porque o juiz decretou a prisão preventiva dela sem que ninguém tenha pedido. Segundo o advogado, o Ministério Público de Alagoas opinou por medidas cautelares ao invés da prisão.

O advogado de Josefa Cícera informou que o casal se relacionava há oito anos e morava junto há quatro anos.