Após três dias de operação, canoa de tolda que afundou no Rio São Francisco é resgatada
A canoa de tolda Luzitânia, símbolo do Rio São Francisco que afundou em Pão de Açúcar, município de Alagoas, finalmente foi resgatada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A operação de resgate durou três dias e foi concluída na quarta-feira (16), após a embarcação ter ficado quase dois meses debaixo d'água.
Por falta de manutenção, a canoa estava sem uso, mas atracada fora do rio. No final de janeiro, quando o nível do rio subiu após a abertura das comportas da Hidrelétrica de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, a água encobriu canoa. Ainda no mesmo mês, a Justiça determinou que o Iphan resgatasse a embarcação.
O próximo passo é a restauração da canoa de tolda Luzitânia, que foi rebocada para uma marina no município alagoano de Traipu.
A operação de resgate realizada pelo Iphan foi acompanhada pelo presidente da ONG Canoa de Tolda, Carlos E. Ribeiro, e pela Marinha do Brasil.
Primeiro foi feita a retirada da água da embarcação, depois remoção dos componentes da canoa, que foram carregados em uma lancha de apoio.
“Foi uma operação delicada, com muitas etapas e cada uma delas cumpridas com muita atenção”, disse a presidente do Iphan, Larissa Peixoto.
Canoa de tolda estava à venda em Pão de Açúcar
A canoa de tolda Luzitânia é a última original da época do Brasil Colônia e estava à venda para garantir a sua conservação. Parada, a embarcação ficou encalhada em um banco de areia às margens do rio São Francisco.
O nome tolda vem da cobertura, o espaço onde fica o comandante. No período colonial, eram centenas de canoas de tolda navegando pelo Velho Chico. Ao longo dos anos, muitas afundaram, outras foram desmontadas. Restou apenas Luzitânia, que se tornou Patrimônio Histórico Nacional.
Há 20 anos, Luzitânia foi comprada de um pescador pela ONG Canoa de Tolda. Enquanto recebia doações, ela continuou navegando pelo rio, até não ter mais condições adequadas de conservação. Por isso, a instituição decidiu colocar a canoa à venda.
O Iphan informou que, em 2018 e 2019, já havia alocado recursos para manutenção da embarcação, mas que a responsabilidade por sua conservação, uso e gestão continua sendo do proprietário, que, nesse caso, é a Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco – Canoa de Tolda, a ONG que a comprou.
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