Na ALE, secretário da Seplag detalha fraudes e explica etapas seguintes dos concursos públicos
O secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Fabrício Marques, falou sobre fraudes e cancelamentos dos concursos da Segurança Pública de Alagoas para os deputados estaduais nesta terça-feira (21), na Assembleia Legislativa. Ele foi ouvido pela Comissão de Fiscalização e Controle, atendendo a requerimento feito pelo deputado Davi Maia (DEM).
A audiência contou com a presença de representantes de candidatos dos três concursos. Aprovados nos concursos da Polícia Militar e da Polícia Civil protestaram em frente à ALE para cobrar que o Governo do Estado retome de onde parou os dois certames, assim como fez com o concurso do Corpo de Bombeiros após decisão judicial.
Sobre o concurso da Polícia Militar, o secretário disse que não é possível identificar com precisão as pessoas que participaram do esquema por conta da extensão da fraude, por esse motivo não há condições de manter o certame.
"Em apenas um aparelho telefônico apreendido pela polícia foram descobertos 250 pontos de comunicação, mas não foi possível identificar os envolvidos, pois alguns usaram aparelhos com CPF de terceiros", disse o secretário na reunião.
“Apesar de nos nossos editais terem uma cláusula na qual podemos eliminar os possíveis fraudadores, quando for possível a identificação plena destes, percebemos que pela extensão das fraudes, no caso da PM, não teríamos condições de fazer essa identificação plena dos beneficiários", afirmou.
Em relação ao concurso do Corpo de Bombeiros, Fabrício Marques destacou que a retomada só vai acontecer por causa da determinação judicial para continuidade das demais etapas do certame. Já sobre o concurso da Polícia Civil, que não foi objeto da ação judicial, o secretário disse que a previsão é de que as provas sejam reaplicadas em janeiro de 2022.
"Recebemos uma decisão judicial em relação ao concurso do CBM para que retomássemos as provas. Estamos anunciando as próximas etapas desse certame e trabalhando para que até o início de janeiro sejam feitas as reaplicações das provas das polícias Civil e Militar”, disse Marques.
O deputado Davi Maia explicou que o secretário da Seplag foi chamado à Casa porque "a Assembleia precisa entender a real situação desses concursos que estão sob questionamentos no Estado".
Silvio Camelo (PV) lembrou que a ALE está em recesso, mas mesmo assim foi possível o secretário prestar esclarecimentos. “Avalio como proveitosa a audiência. Os esclarecimentos foram feitos, mostrando a tentativa de fraude, o processo ficou viciado, então não tinha como não suspender o concurso. O Governo agora trabalha para retomar essa questão e fazer com que as pessoas que se preparam sejam o menos prejudicadas possível”, disse o deputado e líder do Governo no Parlamento.
O deputado Cabo Bebeto (PTC) sugeriu que o Estado crie uma força-tarefa para solucionar o caso. "É preciso que o Estado busque quem foram os fraudadores, para que todos os envolvidos tenham segurança nas próximas etapas”.
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