Polícia cumpre mais de 25 mandados contra organização criminosa em três cidades alagoanas

Até o momento oito pessoas foram presas e um suspeito morre em troca de tiros

Por Sidinéia Tavares/Redação com Ascom SSP AL 21/12/2021 08h08
Por Sidinéia Tavares/Redação com Ascom SSP AL 21/12/2021 08h08
Polícia cumpre mais de 25 mandados contra organização criminosa em três cidades alagoanas
Operação da SSP em Alagoas - Foto: Ascom SSP AL

Foi deflagrada, na manhã desta terça-feira, 19, uma operação integrada entre entre as Polícias Civil e Militar, para desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas. A operação ocorre em Maceió, Pilar e Marechal Deodoro.

A operação foi denominada de Paraíso e cumpre 12 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Até o momento, oito pessoas foram presas e um suspeito morreu ao trocar tiros com os agentes.

A operação é fruto de um trabalho investigativo realizado inicialmente pelo 17° Distrito Policial de Marechal Deodoro de forma integrada com DEIC e Secretaria de Segurança Pública (SSP), e cumpre mandados expedidos pela 17ª vara Criminal da Capital. E contou com a parceria do Comando do Policiamento da Capital (CPC) e da 5° Companhia de Polícia Militar Independente (5ª Cia/Ind).

Os mandados foram cumpridos em vários bairros de Marechal Deodoro, em bairros do Pilar e nos bairros Vergel do Lago e Jatiúca, em Maceió.

Conforme a Secretaria de Segurança Pública, foram apreendidas 50 gramas de maconha e um revólver calibre 38. Os oito presos foram encaminhados à DEIC. O suspeito que trocou tiros com a polícia ainda foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com as investigações, a organização criminosa é liderada por três criminosos: "Fantasma", que se encontra no estado do Rio de Janeiro; "Bode", que estava no Rio de janeiro e recentemente retornou a Maceió para passar o fim de ano; e "Adriano Imperador", que se encontra no sistema prisional alagoano. Os três comandavam as ações criminosas remotamente e contavam com a contribuição de alguns gerentes para a manutenção do tráfico de drogas em Marechal Deodoro.

Algumas mulheres, que também integram a organização criminosa, eram usadas para receber depósitos bancários do dinheiro arrecadado na venda dos entorpecentes, que posteriormente era repassado para as lideranças. Essa organização contou com a ajuda de diversos indivíduos que eram responsáveis pela venda dos entorpecentes em várias regiões de Marechal Deodoro.

A operação ganhou o nome de “Paraíso”, pois as ações da organização criminosa aconteciam na cidade de Marechal Deodoro, que historicamente é conhecida pelas belezas naturais.