Fiel acusa pastor evangélico de estuprá-la após pedido de oração pelo marido

O Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) de Sergipe investiga um suposto estupro que teria sido praticado por um pastor de uma igreja evangélica localizada no bairro Coroa do Meio, zona Sul de Aracaju. A informação foi confirmada ao F5 News pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta sexta-feira (17).
Em entrevista concedida à TV Atalaia, a vítima deu detalhes do crime que teria acontecido nessa quinta-feira (16). Bastante abalada, a mulher de 26 anos disse que foi à igreja pedir orações para o marido que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no último domingo (12), e acabou sendo estuprada pelo pastor.
“Eu fui à igreja na quarta-feira com a minha mãe, depois do culto, e fui até o altar pedir orações para o meu marido, e o pastor disse que Deus tinha uma revelação pra mim e perguntou se eu podia voltar lá umas nove horas. No outro dia eu voltei na igreja, mas ele falou que não conseguiria tirar a minha pomba gira no altar. Eu não fui em busca de tirar a minha pomba gira (entidade espiritual de religiões de matriz africana), mas ele falou que a minha pomba gira queria me matar, e ele precisava fazer isso, e perguntou se eu confiava, e eu disse que sim, eu estava muito desesperada”, relatou.
Ainda de acordo com a mulher, o pastor teria dito que precisava levá-la para outro lugar, que não poderia fazer o ritual na igreja porque faria muito barulho. E mandou que ela esperasse em um ponto, do outro lado da rua. Ela diz também que o pastor chegou em um carro de cor preta e a levou para um apartamento.
“Eu nunca pensei no que ele ia fazer comigo, nunca imaginei. No apartamento, ele disse que ia fazer um ritual e começou a orar em mim”, afirmou
Segundo a vítima, o pastor disse que para fazer o ritual a mulher teria que ficar nua, e então passou a tocar nas partes íntimas dela. Ela narra que a todo momento ele perguntava se ela confiava nele, se ela não queria se libertar e afirmava ainda que, se não fizesse o suposto ritual, ela iria morrer.
“Ele tentava me beijar e dizia que queria me possuir sem a pomba gira. Eu não fui atrás de tirar pomba gira, eu fui atrás de uma cura do AVC do meu marido. Ele usou desse momento que eu estava [choro] eu não estava conseguindo, aí passou um negócio na minha cabeça dizendo 'fique quieta, senão você vai morrer'"
No mesmo dia, a mulher prestou um Boletim de Ocorrência no DAGV e foi encaminhada para realizar exames no Instituto Médico Legal (IML) e para acompanhamento com um psicólogo.
Após a suposta agressão, a mãe da vítima retornou à igreja para questionar o pastor sobre o que tinha acontecido, mas ele negou e disse que não foi bem como a filha dela contou.
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