Acusada de matar e ocultar corpo de italiano é condenada a 20 anos e dois meses de prisão

Por Sidinéia Tavares/Redação com Ascom MPE AL 16/12/2021 09h09
Por Sidinéia Tavares/Redação com Ascom MPE AL 16/12/2021 09h09
Acusada de matar e ocultar corpo de italiano é condenada a 20 anos e dois meses de prisão
Acusada de matar e ocultar cadáver de italiano é condenada a 20 anos de prisão - Foto: Dicom TJ AL

A justiça alagoana condenou Cléa Fernando Máximo pelo homicídio e ocultação do cadáver do italiano Carlo Chicchelii. O julgamento de Cléo ocorreu na última quarta-feira, 15, com a decisão da condenação proferida no final da noite.

A alagoana disse à polícia que teria matado o italiano Carlo Chicchelii num ritual de magia negra, confessou que ele foi algemado, mas disse em sua versão que foi a pedido da vítima.

Cléa Fernando Máximo foi condenada a 20 anos e dois meses de prisão, em regime fechado. O promotor de justiça Dênis Guimarães reforçou o homicídio duplamente qualificado, além de ocultação de cadáver, cometido friamente e de forma calculada por interesses financeiros de Cléa, visto que após ter matado Carlo Chicchelii ela chegou a entrar em contato com a família dele, passando-se por ele, e pedindo dinheiro.

“Uma assassina que, friamente planejou um crime, atraiu a vítima, depois escondeu o cadáver e conseguia ter, para todos, uma vida normal convivendo por 30 dias com um corpo em estado avançado de decomposição em casa. Mais que isso, tentou extorquir os familiares do senhor Cicchelli, prova mais do que nítida de que era ambiciosa e tinha a pretensão de lucrar com o relacionamento", destacou o promotor Dênis Guimarães.

O crime

A alagoana disse à polícia que teria matado o italiano Carlo Chicchelii num ritual de magia negra, confessou que ele foi algemado, mas disse em sua versão que foi a pedido da vítima. O corpo ficou escondido por um mês em um dos cômodos da casa, envolvido em sacos plásticos e, para amenizar o mau cheiro, pelo estado avançado de decomposição, e também para não despertar a desconfiança dos vizinhos, colocou carvão, perfume e outros produtos.

Carlo Chicchelli e Cléa Máximo começaram a namorar em Turin, na Itália, onde eram vizinhos. Até que ele decidiu morar com ela em Maceió, no bairro da Ponta Grossa. Por dois meses a família do estrangeiro ficou sem notícias dele e começou a estranhar.

Cléa, por sua vez, passando-se pelo namorado, começou a manter contato pedindo dinheiro. Somente após algum tempo, ela confessou ser a responsável pelos contatos e criou versões para convencer a família a enviar os valores pedidos, entre elas que havia se envolvido com a filha de um traficante, estava escondido, ameaçado de morte e precisava do dinheiro para fugir, o que estranharam.