Britânicos são presos por comprar bilhete de loteria premiado com cartão roubado
Dois homens que compraram uma raspadinha da National Lottery, a loteria britânica, usando detalhes de um cartão de débito roubado e depois tentaram reivindicar o prêmio de £ 4 milhões (cerca de R$ 30 milhões) foram presos.
Em 22 de abril de 2019, Jon Watson, de 34 anos, e Mark Goodram, de 38, viajaram de Bolton para Londres para pedir esmola — e compraram o cartão vencedor no bairro de Clapham, no sul da capital britânica.
Eles foram descobertos na hora de reivindicar o prêmio, já que revelaram não possuir conta em banco, apesar de terem utilizado um cartão de débito para comprar a raspadinha.
Após admitirem a fraude perante a Corte da Coroa (tribunal superior de primeira instância para casos criminais) de Bolton, os dois foram condenados a 18 meses de prisão.
'Sentimento de injustiça'
A promotora, Denise Fitzpatrick, disse que a dupla — que estava em liberdade condicional após condenações anteriores — tinha os detalhes de um cartão de débito de um homem que não conheciam.
Segundo ela, o número e a data de validade do cartão estavam escritos na mão de Goodram — e ele usou os dados para fazer uma compra de £ 90 em uma loja de conveniência (Londis) e de £ 71 em um supermercado (Waitrose), incluindo cinco raspadinhas.
O tribunal foi informado de que uma raspadinha tinha um prêmio de £ 10, que foi reivindicado na loja, enquanto outra continha o grande prêmio.
De acordo com Fitzpatrick, Watson ligou para a National Lottery para dizer que seu amigo havia ganhado, e Goodram afirmou à operadora que dividiria o prêmio com o amigo.
Ele foi informado, no entanto, de que o pagamento seria feito por transferência bancária.
"Mark Goodram explicou que não tinha conta em banco, [mas] a compra da raspadinha vencedora havia sido feita com cartão de débito de uma conta bancária... o que imediatamente levantou suspeitas", disse ela.
O tribunal também foi informado de que Goodram e Watson falaram com a imprensa quando o prêmio não foi pago.
Ao sentenciá-los, a juíza Sarah Johnston disse que a dupla, que possuía várias condenações anteriores, privou o próximo cliente de ganhar uma "soma de dinheiro que mudaria sua vida" antes de ter a "audácia de manifestar seu sentimento de injustiça nos jornais nacionais".
"Vocês devem ter pensado que todos os seus Natais tinham chegado de uma vez só", afirmou.
"Apesar de saber que haviam adquirido aquele prêmio em dinheiro de forma fraudulenta, vocês tentaram reivindicá-lo."
"Não tenho dúvidas de que vocês dois continuarão a praticar delitos de maneiras desonestas no futuro."
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