Pai de Rhaniel desabafa ao saber que mãe do menino estava envolvida no homicídio
Em entrevista para o programa de TV Cidade Alerta, Otoniel Severino da Silva, pai do menino Rhaniel Pedro falou o que sentiu ao tomar conhecimento sobre os autores do assassinato da criança, morta aos 10 anos, em maio deste ano.
O crime foi cometido pelo padrasto do menino, Victor Oliveira, o irmão dele Vagner Oliveira e a mãe de Rhaniel, Ana Patrícia. A finalização do inquérito, com o indiciamento dos autores, foi informada pela Polícia Civil, nesta segunda-feira, 22.
Victor Oliveira, estava preso desde junho deste ano, acusado de estuprar uma menina de 12 anos, prima de Rhaniel.
Durante a entrevista, Otoniel afirmou que criou Rhaniel até os quatro anos e que sabia que Ana Patrícia não prestava, porém "nunca imaginei que aconteceria uma coisa dessa".
"Na cabeça da gente, qual o ser humano que teria coragem de fazer uma coisa que nem fizeram com o próprio filho? Eu sabia que ela não prestava, mas nunca imaginei que aconteceria uma coisa dessa. Quando eu soube que tinha acontecido isso, eu desconfiava que ela tinha um dedinho", disse Otoniel.
"Eu sabia que ela não era essas coisas. O menino foi criado comigo até os 4 anos, ela abandonou o menino comigo e se danou no mundo, foi fazer os bagulhos dela para lá. Quando o menino tinha 4 anos, ela apareceu, foi aí que eu fui preso por causa dela. No dia da audiência ela mentiu muito, levou quatro 'carão'. Eu não levei nenhum e fui absolvido porque ela mentia muito. Eu entrei na Justiça para pedir a guarda do meu filho. Só que a Justiça daqui de Pernambuco colocou a audiência para ir a Maceió, só que eu disse ao meu advogado: não vou, não gosto de lá, não vou para perto dessa mulher, não confio nela. Não fui. Automaticamente o menino foi ficando com ela. Isso eu nunca imaginei que ela pudesse fazer. Eu sei que ela mente muito, mente muito bem, que parece verdade. Eu sei quem ela é. Agora, ter a coragem de fazer uma atrocidade com o próprio filho, eu nunca imaginei".
Ele foi informado pela polícia sobre a prisão de Ana Pratícia, ainda na sexta-feira, 19.
"Eu tenho uma conexão com a polícia de Alagoas, eles sempre falam comigo e me deixam informados. Inclusive, quando ela foi presa, na mesma hora a investigadora que veio aqui em casa pegar meu depoimento, ela ligou avisando", contou.
"Fico pensando, como é que um ser humano tem essa capacidade de matar uma coisa dessa? Um menino tão lindo, um menino cheio de vida. Eu tenho outros três meninos aqui. O nome de um é Pedro Rhaniel, o dele era Rhaniel Pedro. Eu olho para o daqui e penso: "Meu Deus do céu, não teve nem a oportunidade de conhecer o irmão". Eu sabia que quando ele viesse para cá, que ele queria vir muito, ele ia querer ficar, não ia querer ir embora. eu sabia que eu ia ter meu filho de volta".
Otoniel ainda falou sobre a acusação de Ana Patrícia que comentou com a polícia que a esposa de Otoniel seria a mandante do crime contra a criança. "Ela queria arrumar um culpado".
"Eles vieram, foram muito educados comigo. Até então eu descobri que Ana Patrícia estava querendo arrumar um culpado, ela estava de um jeito que ela mesma se denunciou, ela mesma se prendeu. Ela ligou para a polícia daí (Alagoas), disse que tinha descoberto uma coisa muito séria sobre a morte do Pedrinho. Ela disse que eu tinha recebido R$ 25 mil, a minha esposa pegou escondido de mim R$ 5 mil e mandou matar o menino lá. O delegado pediu para vir aqui, nem lembro mais, acho que foi para prender minha esposa aqui. A investigadora disse: "Tem alguma coisa errada. Como é que um cara vem de Pernambuco por R$ 5 mil matar uma criança aqui e ninguém vê, ninguém viu, não tem vestígio nenhum disso?". Aí eles vieram aqui, pegaram meu depoimento, me contaram essa mentira da parte dela, e ela justificou que minha esposa teria feito por ciúme. Porque aqui tem o projeto de uma piscina que está quase pronta, e porque ele viria para cá, eu estaria adiantando essa piscina. Aí ela disse à polícia que minha mulher fez isso por ciúme porque eu estaria fazendo uma piscina para o Pedro. Só que essa piscina não é por causa do Pedro, essa piscina é um projeto da casa, é para o Pedro, para os irmãos dele, para a casa. Ela começou a se afundar aí. Por isso começaram a investigá-la".
"Outra conversa também, ela sempre falava comigo pelo zap e me pedia para não dizer a polícia alagoana que estava em contato comigo, que eu e ela tínhamos comunicação. E tudo que a gente falava ela apagava lá. Ela dizia a mim que estava sendo investigada, que não era para ligar direto. E outras coisas que eu comecei a desconfiar. Quando prenderam o borracheiro que estava acusado, ela deu certeza que tinha sido ele. Ela estava querendo arrumar um culpado. Comecei a desconfiar dela", revelou Otoniel.
"Toda vez que o menino falava comigo, falava poucas palavras. Ele era controlado sobre o que poderia falar e só falava comigo no viva-voz, ela controlava a gente. Muitas vezes eu conversava aqui com minha esposa: "Meu filho está querendo muito vir para cá, acho que ele está querendo conversar alguma coisa comigo e tem medo de dizer".
"Quando os delegados falaram que meu filho era contra esses usos de drogas, a polícia estava falando de mim. Meu filho é igual a mim, eu sou contra esse negócio de droga. Quando a gente se conheceu, ela (Ana Patrícia) fumava. Consegui fazer ela parar de fumar, a única coisa que ela fazia era tomar cerveja, até porque para mim isso é normal. Mas ela parou de fumar e eu sou contra qualquer tipo de drogas. Então, comigo, ela não usava", disse Otoniel.
"Já que não existe pena de morte, meu desejo é que eles continuem lá no cantinho deles. Agora ela vai saber o que é cadeia".
Últimas Notícias
PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master
Senadores se reúnem com Fachin e pedem acesso à inquérito do Master
Avião com 55 pessoas faz pouso de emergência no mar na Somália
Lula deve visitar Recife, Salvador e Rio de Janeiro no Carnaval
Operação da PM prende suspeitos de duplo homicídio ocorrido em Matriz de Camaragibe
Vídeos mais vistos
Delegado detalha prisão de autor de homicídio no Bosque das Arapiracas
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Ordem de Serviço para pavimentação em bairros de Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca

