Pesquisador da Ufal integra estudo citado pelo Comitê do Nobel de Física
Um Estudo, realizado por pesquisadores de universidades federais do Nordeste e com participação de André Moura, docente do Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi citado para explicar a escolha dos laureados do Prêmio Nobel de Física 2021 (Scientific Background on the Nobel Prize in Physics 2021).
Os nomes foram anunciados no último dia 5. Os ganhadores do prêmio deste ano são os cientistas Syukuro Manabe (Universidade de Princeton, Estados Unidos), Klaus Hasselmann (Instituto Max Planck de Meteorologia, Alemanha) e Giorgio Parisi (Universidade de Roma “La Sapienza”, Itália). De modo mais notável, a contribuição dos brasileiros foi para corroborar os estudos de Parisi que, sozinho, ficou com a metade do valor da premiação.
A citação demonstra a relevância das experimentações realizadas e a importância internacional dos trabalhos. Entre todas as publicações internacionais citadas no relatório do Comitê Nobel de Física da Academia Real das Ciências da Suécia, quatro artigos são de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dois dos quais o professor da Ufal fez parte.
A pesquisa abordada é realizada pelos pesquisadores do Departamento de Física da UFPE, Anderson Gomes, Antônio Macêdo, Cid Bartolomeu de Araújo, Ernesto Raposo e Leonardo de Souza Menezes. Além do pesquisador André Moura (Ufal), tem também a participação de Albert Ocas (UFRPE), Iván González (UFRPE) e Lauro Maia (UFG).
Moura destaca que os trabalhos foram reconhecidos pelas contribuições para o entendimento de sistemas físicos complexos e ajudaram a justificar a importância dos trabalhos do laureado Giorgio Parisi. “De modo geral, os nossos trabalhos foram citados como consequência da teoria de Parisi, que aborda a quebra da simetria de réplica e a conexão com outros trabalhos importantes para a mecânica estatística. As citações se devem à relevância dos nossos estudos e por se tratar das primeiras demonstrações experimentais relacionadas à teoria de Parisi”, explicou o pesquisador.
Realizando pesquisa no interior de Alagoas, lidando com limitações financeiras e outras situações adversas, o pesquisador declara: “Esse reconhecimento é muito importante para o Campus Arapiraca, uma vez que a unidade é constituída predominantemente de pesquisadores jovens.”
Ele ainda destaca: “As citações dão visibilidade nacional e internacional para as pesquisas científicas realizadas por pesquisadores do Campus Arapiraca e que, junto com a formação de discentes, pode ser utilizada para justificar a necessidade de investimento em educação em unidades descentralizadas do Brasil. De modo específico, me refiro às que foram criadas a partir do programa de expansão das universidades federais, iniciado pelo governo federal na década de 2000”, argumentou.
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