Após novas denúncias, advogado condenado por estupro é preso em Maceió
Policiais do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil prenderam, nesta quinta-feira (12), o advogado Bruno Henrique Costa Correia, condenado por estupro, mas que recorria em liberdade. A prisão aconteceu após a denúncia de que ele teria cometido crimes semelhantes contra duas adolescentes de 15 anos.
O advogado de defesa, Thiago Pinheiro, disse que Bruno Correia se apresentou assim que soube que havia um mandado de prisão contra ele, mas nega as acusações. "Não houve crime de estupro. É um equívoco jurídico essa atribuição penal a ele. Vamos dar entrada no pedido de Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ)".
O mandado de prisão foi expedido pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas na sexta-feira (6). O advogado foi levado para a Central de Flagrantes, no bairro do Farol, e em seguida encaminhado para a Academia da Polícia da Militar, onde ficará preso por causa da prerrogativa do cargo.
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) acompanham o caso, mas disseram que não vão se pronunciar por que o acusado não está no exercício da função.
A denúncia que deu início ao processo em que ele foi condenado aconteceu em 2015, quando uma adolescente contou ter sido abusada no escritório de Bruno após aceitar uma carona. Mesmo sem trabalhar na escola onde a vítima estudava, ele tinha acesso frequente ao local. Assim, ganhou a confiança da aluna e a levou até o local onde cometeu o crime.
Bruno foi julgado e condenado a 9 anos de prisão e havia sido autorizado pela justiça a recorrer da sentença em liberdade. Mas, segundo o advogado da vítima, Welton Roberto, ele voltou a cometer crime semelhante enquanto estava solto.
Nesse período, a polícia abriu inquéritos para investigar dois crimes de estupro contra outras duas adolescentes de 15 anos que teriam sido praticados por ele, um em Maceió e outro na Barra de São Miguel.
"Baseado na garantia da ordem pública eu juntei a ocorrência policial e pedi a prisão preventiva dele. Também devo solicitar à OAB Alagoas que ele perca a prerrogativa de advogado", disse Welton Roberto.
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