Porteiro recusa recompensa de R$ 5 mil após encontrar cachorro perdido

O porteiro Cláudio José Santana Claudino, 43 anos, recusou uma recompensa de R$ 5 mil oferecida para quem localizasse o cão Tom, do casal de namorados Bruna Maistro Bernardes Vieira e Caio Justo.
O animal havia fugido da adestradora, último sábado, 10, e foi localizado na última quinta-feira, 15, na cidade de Guarujá, litoral de São Paulo.
Conforme Bruna Maistro, ela e o namorado haviam deixado o cãozinho em uma adestradora, que geralmente cuidava dele na ausência dos tutores. Tom é um border collie de 1 ano e 6 meses. Ele estava no condomínio da adestradora quando se assustou com fogos de artifício durante o clássico entre Palmeiras e Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Ele saiu correndo com medo e não foi mais visto.
Desde o dia 11 de julho, o casal começou as buscas pelo animal, oferecendo pelas redes sociais, uma recompensa de R$ 5 mil a quem encontrasse o cachorro.
"A gente começou oferecendo R$ 1 mil, mas ele tem problema no coração e precisa tomar remédio. Como foi passando muito tempo, nos preocupamos e falamos: 'precisamos encontrar rápido, vamos aumentar a recompensa'. Todo mundo da família nos ajudou e fez uma vaquinha. Juntamos R$ 5 mil, o máximo que a gente pode chegar para tentar encontrá-lo o mais rápido possível", explicou Bruna.
Na manhã de quinta-feira, Bruna foi informada que um porteiro estava chegando ao condomínio que trabalha, no Morro do Sorocotuba, quando encontrou Tom. Ele conseguiu levá-lo até o estacionamento do local e entrou em contato com a família.
Segundo Cláudio José Santana Claudino, ele soube do desaparecimento do cachorro por meio da esposa, que orientou o marido a dirigir com cautela no condomínio onde trabalhava, pois um cachorro estava perdido naquela área, e podia ser atropelado.
Ao ver um cachorro, de cor marrom correndo na região, ele percebeu que tratava-se de Tom. Ele parou o veículo e ofereceu um biscoito ao cachorro, mas Tom se assustou e correu. O porteiro decidiu ir lentamente com o carro atrás do animal até o portão do condomínio, onde outras pessoas que trabalhavam no local impediram que o cachorro saísse.
O casal explicou que ofereceu a recompensa em dinheiro, mas o porteiro se negou a receber a recompensa.
“Isso é o que me deixa mais feliz, ver a felicidade do próximo. São princípios que a gente carrega. A palavra de Deus nos ensina que nem tudo é o dinheiro. O ser humano deixou de se preocupar com o bem estar do próximo para se preocupar apenas com o lado financeiro. Eu virei uma chacota, na verdade, por não ter aceitado o dinheiro, mas o importante é a felicidade deles”, disse o porteiro.
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