Deputado Luiz Miranda ameaça revelar "surpresa mágica" contra Bolsonaro no caso Covaxin
O deputado Federal Luiz Miranda, que denunciou o superfaturamento na compra da vacina indiana Covaxin, afirmou em entrevista no último sábado, 26, que possui uma "surpresa mágica" contra o presidente Jair Bolsonaro, caso o presidente tente desmenti-lo.
Conforme o deputado, que é do Democratas do Distrito Federal, ele possui uma gravação que comprova que o presidente foi informado sobre o esquema de corrupção no Ministério da Saúde.
Luiz Miranda é irmão do servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda. Eles denunciaram, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na última sexta-feira, 25, que houve irregularidades na compra da vacina covaxin e que o servidor sofreu pressão atípica para acelerar a importação do imunizante com preço superfaturado.
Conforme os irmãos, Bolsonaro foi informado há três meses, em março deste ano, que havia suspeitas na compra da vacina indiana. Na conversa, Bolsonaro disse que o ato era mais um "rolo" do deputado Ricardo barros (Progressistas do Paraná), líder do Governo na Câmara. O presidente informou que iria acionar a Polícia Federal para investigar o caso, mas até junho deste ano o orgão não havia sido contatado pelo presidente ou pelo Ministério da Saúde, e por isso o presidente está sendo acusado de crime de prevaricação, por não ter agido contra o esquema.
Em entrevista ao Site O Antagonista, Miranda afirmou que tem provas de todas as suas declarações. “Se ele fizer isso (o presidente questionar minha versão), vou ter que fazer algo que nunca um parlamentar deve ter que fazer contra o presidente” afirmou o deputado. “Mas aí ele vai ficar constrangido, muito, porque eu tenho como provar. Mas na hora certa.”
Após as declarações de Miranda, ele começou a sofrer ataques dos filhos do presidente, que o qualificam como traidor. “Se ele (Bolsonaro) fizer isso, a gente vai ter que provar de um jeito que é totalmente desfavorável para o resto da carreira política dele. Se precisar a gente prova. Só isso”, disse Miranda, em referência à possibilidade de Bolsonaro contradizer sua versão.
“Tinham três pessoas na sala. Eu, como parlamentar, não gravaria". A terceira pessoa na sala era justamente o servidor Luis Ricardo, irmão do deputado.
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