Nível de poluição na Lagoa Manguaba pode gerar novas mortes de peixes

Por Redação 19/05/2021 11h11
Por Redação 19/05/2021 11h11
Nível de poluição na Lagoa Manguaba pode gerar novas mortes de peixes
Peixes mortos na Lagoa Manguaba - Foto: Divulgação

Pesquisadores identificaram que o crescente nível de poluição na Lagoa Manguaba pode gerar uma nova mortandade de peixes, a exemplo do que ocorreu em 2019, na região.

O caso foi informado pelo doutor em Ciências Aquáticas Emerson Soares, que coordena estudos que avaliam os impactos dos poluentes nos ecossistemas estuarinos.

“A situação atual na lagoa Manguaba, é que os esgotos e efluentes lançados no curso continuam ocorrendo, em alguns trechos acima, com as chuvas lavando o terreno, acaba por lançar alguns agroquímicos no ambiente aquático, não houve medidas de reflorestamento das margens e com o período de chuvas, pode ocasionar lançamento de sedimento e solo no rio e que poderá chegar na lagoa, e conforme vai avançando o acúmulo de nutrientes na região durante certo período, o ambiente e as bactérias não conseguirão fazer a reciclagem dos nutrientes e quando ocorrer mudanças dos ventos e com a chegada do inverno, pode ocorrer novamente fenômenos de mortalidade, pode acontecer neste ano, ano que vem, vai depender da situação de acúmulo destas substâncias na região do canal da lagoa Manguaba”, explica o pesquisador.

Mas, Emerson Soares explica que com os devidos cuidados, é possível evitar essa situação drástica. “Não temos como prever quando será, se não temos um programa de biomonitoramento contínuo da região, que inclusive foi proposto, tem uma emenda parlamentar para isso, mas dependerá do governo do estado através da Seplag liberar o recurso. Assim que tivemos um programa de monitoramento contínuo da região poderemos aferir com segurança quando poderá ocorrer. Sem isso fica mais difícil. Inclusive poderemos evitar que eventos daquela magnitude aconteçam”, contou.

Na última terça-feira, 18, o Ministério Público Federal pediu informações para a Prefeitura de Marechal Deodoro, ao Instituto do Meio Ambiente (IMA), Agência Nacional de Águas (ANA) e a Secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) sobre a situação do trecho da Lagoa que compreende as áreas entre a Massagueira e Barra Nova.