Presidente da frente de prefeitos pede que Fux se manifeste sobre liberação de cultos e missas
O presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, usou as redes sociais neste domingo para pedir que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, se manifeste sobre a decisão do ministro Kassio Nunes Marques que, no sábado, suspendeu os efeitos dos decretos que proibiam a realização de cultos religiosos presenciais para evitar o aumento de casos de Covid-19.
No sábado, Nunes Marques concedeu uma decisão em caráter liminar liberando cultos religiosos presenciais. Nos últimos dias, prefeitos de diversos municípios e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinaram decretos proibindo a realização desse tipo de evento por conta do avanço da Covid-19 no país.
No sábado, Nunes Marques concedeu uma decisão liberando os cultos em resposta a uma ação da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure). A liberação foi alvo de críticas por conta dos altos índices de infecção e mortes causadas pela Covid-19. O país passa pelo pior momento da epidemia que já matou mais de 330 mil pessoas e infectou mais de 12 milhões.
Em sua postagem, Donizette argumentou que a decisão de Nunes Marques precisa ser obedecida pelos prefeitos, mas pediu que Fux interviesse por conta da insegurança jurídica que a decisão de Nunes Marques teria criado.
“No entanto, pedimos ao STF e ao presidente Luiz Fux que se manifeste urgentemente, orientando qual decisão precisa ser seguida […] A decisão do plenário, que determinou que os municípios têm prerrogativa de estabelecer critérios de abertura e fechamento das atividades em seus territórios ou essa liminar?”, disse Donizette.
A frase faz referência à decisão do plenário do STF em abril de 2020 que determinou que estados e municípios têm competência para estabelecer suas próprias medidas sanitárias para conter o avanço da Covid-19.
“Essa flagrante contradição atrapalha o enfrentamento à pandemia em um país federado e de dimensões continentais como o nosso”, afirmou o presidente da FNP.
Criticada, a decisão de Nunes Marques liberou os cultos sob o argumento de que proibição de cultos não ocorreria “sequer em estados de defesa e de sítio”. “Certo, as questões sanitárias são importantes e devem ser observadas, mas, para tanto, não se pode fazer tábula rasa da Constituição”, disse o ministro.
Após a decisão, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse que não iria cumprir a decisão. Após essa afirmação, Nunes Marques mandou intimar o prefeito para que ele cumprisse a liminar.
Apesar de já estar em vigor, a decisão de Nunes Marques ainda precisa ser levada ao Plenário, onde o caso deverá ser avaliado pelos demais ministros e ministras. Ainda não há, porém, uma data prevista para que esse julgamento aconteça.
Últimas Notícias
“Celulite de TPM”: por que os furinhos podem parecer mais evidentes antes da menstruação?
Coveiro reclama após limpeza de cemitério retirar cruzes de covas
Não é só a idade: entenda por que a barriga do homem costuma aparecer depois dos 40
Sonic, suspeito de tráfico de drogas é preso ao ser flagrado com 1 kg de maconha e cocaína em Maceió
Maceió sedia maior congresso de Química Analítica da América Latina; setor responde por 8% do PIB de Alagoas
Vídeos mais vistos
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Julgamento de escultor, em Arapiraca
Prefeitura entrega óculos em Arapiraca

