Fase de testes da vacina de Oxford será iniciada em crianças

Por Redação 13/02/2021 14h02
Por Redação 13/02/2021 14h02
Fase de testes da vacina de Oxford será iniciada em crianças
AstraZenica Vacina Covid-19 - Foto: Divulgação

A Universidade de Oxford anunciou, neste sábado, 13, que vai iniciar o estudo de imunização da vacina ChAdOx1 nCoV-19 em crianças e adolescentes. Esta é a segunda fase de estudos da vacina, já iniciada em adultos a partir de 18 anos.

Segundo a Universidade, nesta segunda fase, os pesquisadores irão avaliar a segurança e respostas imunológicas em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Serão avaliados 300 voluntários, sendo que 240 deverão receber a vacina de Oxford/ AstraZeneca.

O ensaio será randomizado, com a escolha aleatória de quais voluntários irão receber a vacina da Covid-19 e quais receberão uma vacina contra a meningite, que tem efeitos colaterais similares, como dor no braço.

Os estudos das vacinas contra a Covid-19 em crianças e jovens adultos foram deixados inicialmente em segundo plano pelas farmacêuticas e universidades porque o grupo é o que tem o menor risco de morte devido à infecção pelo coronavírus.

"Embora a maioria das crianças não seja relativamente afetada pelo coronavírus e é improvável que fique doente devido à infecção, é importante estabelecer qual é a segurança e a resposta imunológica nesta faixa etária", explica Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford.

Pediatra e cientista no Grupo de Vacinas de Oxford, Rinn Song afirma que apesar da resistência das crianças e jovens ao coronavírus, eles também foram afetados no último ano de pandemia.

"A pandemia da Covid-19 teve um impacto negativo profundo na educação, no desenvolvimento social e no bem-estar emocional de crianças e adolescentes (...). Portanto, é importante coletar dados sobre a segurança e de resposta imune também nessas faixas etárias, para que elas possam se beneficiar no futuro".

Os testes terão início ainda este mês e a pesquisa será financiada pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde do Reino Unido e pela AstraZeneca, farmacêutica que desenvolveu a vacina junta à Universidade de Oxford.