Samara Felippo explica como pressão para se encaixar em padrões afetou sua vida
Aos 42 anos e com um longo currículo na televisão, Samara Felippo diz que a pressão para que mantivesse um padrão de beleza irreal trouxe muita angústia para a sua vida.
- Eu fui encaixotada num padrão de beleza. Na minha cabeça, eu perderia papéis se engordasse porque deixaria de ser atraente para os homens. Isso acontece com as mulheres da classe artística, mas com outras de diversas áreas profissionais também. Mesmo sabendo que eu sempre estive dentro desse padrão, sendo magra, continuava achando que precisava emagrecer mais. Isso me trouxe muita angústia. Lembro que fazia ensaios fotográficos e pedia para que o meu braço fosse diminuído digitalmente, por exemplo. Isso é uma loucura - comenta a atriz.
Por conta disso, já há algum tempo ela faz questão de publicar fotos nas redes sociais mostrando o corpo como ele é, sem qualquer retoque:
- Publico fotos com celulite e dobras na barriga para desmistificar o amadurecimento e mostrar a realidade. Procuro não usar filtro que vá mudar a minha aparência. Muitas mulheres me veem nessas fotos e se identificam. Isso faz com que elas parem de odiar os seus corpos. Recebo muitas mensagens sobre isso.
Outro tema abordado com frequência pela atriz nas suas redes sociais é o racismo. O interesse dela pela questão tornou-se ainda mais forte depois que ela teve Alícia, hoje com 11 anos, e Lara, de 7, As meninas são frutos do seu relacionamento com o ex-jogador de basquete Leandro Barbosa, o Leandrinho, com quem Samara foi casada até 2013:
- Sou mãe de duas meninas cacheadas e venho falando do racismo há anos. É muito louco, porque questões que só agora vêm ganhando destaque já existem há muito tempo. E eu fico triste porque tudo parece não passar de uma onda. As pessoas se chocam, protestam e logo o assunto é esquecido de novo. Existe muita militância de sofá, que fica só nas redes sociais. As mudanças precisam acontecer já. Ninguém aguenta mais.
Em casa, Samara diz que se divide entre a rotina com as filhas e as tarefas profissionais, que este ano ficaram voltadas para a internet. Recentemente, por exemplo, ela esteve em cartaz virtualmente com o espetáculo "Novo e normal", dirigido por Ian Soffredini e Isser Korik:
- Foi uma experiência nova que trouxe uma grande esperança para nós, artistas. O que mais me entusiasmou é a possibilidade de ter um espetáculo que alcança o mundo inteiro. Várias pessoas de outros países assistiram. Além disso, sigo fazendo muitas lives no meu Instagram abordando as questões da representatividade.

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