As pessoas gritando e a gente sem poder fazer nada, relata alagoana sobrevivente de acidente com ônibus

05/12/2020 14h02 - Atualizado em 05/12/2020 15h03
05/12/2020 14h02 Atualizado em 05/12/2020 15h03
As pessoas gritando e a gente sem poder fazer nada, relata alagoana sobrevivente de acidente com ônibus
Vítima sobrevivente - Foto: Pedro Chimicatti/TV Globo

Sobreviventes do grave acidente com um ônibus que partiu de Mata Grande, em Alagoas, para São Paulo e caiu 23 metros em um viaduto na BR 381, em Minas Gerais, relataram os momentos de agonia.

Aos 55 anos, a cuidadora de idosos Eliane Guerra não esperava passar por essa situação. Ela foi uma das pessoas que conseguiu pular do ônibus antes da queda no viaduto. "Tô sentindo dores nas costas e na coluna, mas não é nada grave. Acho que é devido ao baque e ao nervosismo que a gente fica porque, até agora, é fechar o olho e eu tô vendo toda a cena. Todos os gritos, as pessoas gritando, pedindo socorro e a gente sem poder fazer nada", contou.

Ela ainda completou que agora é que está caindo a ficha do que ocorreu e do livramento que teve. "Agora que começou a cair a ficha de que realmente Deus me deu o livramento. De eu estar viva, conseguir pular e estar viva, mas é difícil a gente ver as pessoas que a gente gosta, conhecido, ir embora assim, né? Mas, fazer o quê? Temos mais é que rezar e pedir a Deus para que conforte todas as famílias", afirmou Elaine Guerra.

Outra sobrevivente foi a auxiliar de limpeza, Solange Pereira, 50 anos, que também pulou do ônibus. Ela machucou as costas e sente dores para andar. "Olhei assim o ônibus e não entendi bem. 'Tá pegando fogo? ' Quando levantei, vi o pessoal pulando e eu pulei também. Quando pulei no chão, não vi mais nada, só me acordei no hospital: 'Será que tô morta ou tô viva?', graças a Deus".

Familiares de feridos em busca de informações podem procurar a Polícia Civil pelo telefone (31) 3851-2411.