TJ de Alagoas planeja pacto para combater o racismo estrutural no estado
Iniciativa deve contar com a participação de outros órgãos públicos e também de supermercados, shoppings e empresas da área de segurança
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) planeja firmar um pacto com instituições públicas e privadas voltado para o enfrentamento do racismo estrutural no estado. A iniciativa deve contar com a participação do Ministério Público (MP/AL), Ordem dos Advogados (OAB/AL), Ministério Público do Trabalho (MPT/AL), supermercados, shoppings e empresas da área de segurança. O assunto foi tema de reunião no TJAL, nesta quinta-feira, 03.
"O racismo é um problema que deve ser fortemente combatido. O Judiciário dá todo o apoio à criação desse pacto e coloca a Escola da Magistratura à disposição para promover capacitações na área de Direitos Humanos", disse o presidente do TJAL, Tutmés Airan.
Para o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Márcio Roberto Tenório, a iniciativa é importante e tem apoio da instituição. "O nosso compromisso é com o povo de Alagoas, com toda e qualquer classe social e cor. Para nós não há diferença".
O procurador-chefe do MPT/AL, Rafael Gazzaneo, afirmou que o órgão vai atuar no pacto fiscalizando as terceirizações e incentivando a adoção de práticas inclusivas no ambiente de trabalho das empresas. "O quadro de funcionários deve tentar espelhar a nossa sociedade", reforçou.
O TJAL ainda vai finalizar a minuta do pacto. Uma audiência pública para discutir pontos da parceria com todos os participantes deve ocorrer no início do ano que vem.
Últimas Notícias
Homem morre afogado no Pontal do Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas
Identificados homens assassinados na Orla de Pilar, após tiroteio na madrugada de hoje
Papa pede paz entre nações “ensanguentadas por conflitos e miséria"
Raylla Valentina é a primeira criança de 2026 a nascer na rede estadual de saúde de Alagoas

