Com patas queimadas pelo fogo no Pantanal, onças-pintadas recebem tratamento com células-tronco
Nas últimas semanas, o Pantanal vem sendo manchete no Brasil e no mundo devido às queimadas que atingem e destroem parte de seu ecossistema. Nesta tragédia ambiental, animais feridos e até carcaças daqueles que não conseguiram superar o fogo fazem parte da rotina de quem trabalha na contenção das chamas.
Um hospital específico para tratar onças-pintadas queimadas pelo fogo foi criado na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde os animais são submetidos a tratamento com células-tronco.
O fogo em Mato Grosso, estado epicentro das queimadas, já devastou 1,7 milhão de hectares neste ano, área cinco vezes maior do que o território de Cuiabá, a capital do estado, e onze vezes maior do que a cidade de São Paulo (SP).
Os incêndios na região, em agosto, são os piores em 15 anos, e as chamas ameaçam a biodiversidade local, que inclui antas, onças, capivaras e a maior densidade de onças-pintadas do mundo. Naquele mês, o bioma pantaneiro registrou 5.935 focos de queimadas, sendo o agosto com o segundo maior número de queimadas de sua história, desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998.
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