Resposta para a cura da Covid-19 pode estar nos morcegos
Afinal, qual é o segredo dos morcegos que simplesmente 'escapam' ilesos ao coronavírus? Tendo esta questão em mente, uma equipe de investigadores resolveu sequenciar o código genético de seis espécies diferentes destes mamíferos, de modo a tentar encontrar uma cura para o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19 e evitar futuras pandemias, segundo uma reportagem da BBC News.
Emma Teeling, professora da University College Dublin, na Irlanda, afirma que as sequências genéticas "refinadas" apontam que os morcegos têm "sistemas imunológicos únicos".
"Se pudéssemos imitar a resposta imune dos morcegos aos vírus, poderíamos encontrar uma cura", contou em declarações à BBC News.
Para a professora neste momento já existem as ferramentas para saber que caminho seguir. "É imperativo que desenvolvamos os medicamentos para fazê-lo", disse.
Afinal, o que nos dizem os genes singulares dos morcegos?
Os cientistas irlandeses procederam ao sequenciamento de seis espécies de morcegos: Rhinolophus ferrumequinum, Rousettus aegyptiacus, Phyllostomus discolor, Myotis myotis, Pipistrellus kuhlii, e Molossus molossus.
Quando compararam os morcegos com outros 42 mamíferos, conseguiram discernir onde esses bichos se encontram na chamada 'árvore da vida'. Os morcegos parecem ter uma maior relação genética com um grupo de animais carnívoros - que inclui cães, gatos e focas, entre outras espécies -, pangolins, baleias e ungulados.
A análise genética, sublinha a BBC, detectou zonas do genoma que evoluíram de maneira desigual nos morcegos, o que por sua vez poderá explicar o seu poder de resistência contra o coronavírus.
O estudo publicado na revista Nature revelou a existência de determinados genes que podem ter possibilitado a ecolocalização (capacidade de calcular distâncias através do som), que os morcegos utilizam para se movimentarem no escuro e para caçar.
Podem nos salvar?
Para os pesquisadores conhecer o genoma dos morcegos pode explicar como os mamíferos voadores toleram infecções por coronavírus.
"Essas mudanças podem contribuir para a imunidade excepcional dos morcegos e apontar a tolerância deles aos coronavírus", disse à BBC News Michael Hiller, do Instituto Max Planck de Biologia Celular e Genética Molecular, em Dresden, Alemanha.
Regra geral, não é o vírus em si que causa a morte dos indivíduos, mas sim a própria reação inflamatória aguda do sistema imunológico do corpo. O que acontece é que os morcegos controlam esse processo. Por outras palavras, podem estar infectados, apesar de não terem qualquer sinal da patologia.
Emma Teeling, professora da University College Dublin, na Irlanda, afirma que as sequências genéticas "refinadas" apontam que os morcegos têm "sistemas imunológicos únicos".
"Se pudéssemos imitar a resposta imune dos morcegos aos vírus, poderíamos encontrar uma cura", contou em declarações à BBC News.
Para a professora neste momento já existem as ferramentas para saber que caminho seguir. "É imperativo que desenvolvamos os medicamentos para fazê-lo", disse.
Afinal, o que nos dizem os genes singulares dos morcegos?
Os cientistas irlandeses procederam ao sequenciamento de seis espécies de morcegos: Rhinolophus ferrumequinum, Rousettus aegyptiacus, Phyllostomus discolor, Myotis myotis, Pipistrellus kuhlii, e Molossus molossus.
Quando compararam os morcegos com outros 42 mamíferos, conseguiram discernir onde esses bichos se encontram na chamada 'árvore da vida'. Os morcegos parecem ter uma maior relação genética com um grupo de animais carnívoros - que inclui cães, gatos e focas, entre outras espécies -, pangolins, baleias e ungulados.
A análise genética, sublinha a BBC, detectou zonas do genoma que evoluíram de maneira desigual nos morcegos, o que por sua vez poderá explicar o seu poder de resistência contra o coronavírus.
O estudo publicado na revista Nature revelou a existência de determinados genes que podem ter possibilitado a ecolocalização (capacidade de calcular distâncias através do som), que os morcegos utilizam para se movimentarem no escuro e para caçar.
Podem nos salvar?
Para os pesquisadores conhecer o genoma dos morcegos pode explicar como os mamíferos voadores toleram infecções por coronavírus.
"Essas mudanças podem contribuir para a imunidade excepcional dos morcegos e apontar a tolerância deles aos coronavírus", disse à BBC News Michael Hiller, do Instituto Max Planck de Biologia Celular e Genética Molecular, em Dresden, Alemanha.
Regra geral, não é o vírus em si que causa a morte dos indivíduos, mas sim a própria reação inflamatória aguda do sistema imunológico do corpo. O que acontece é que os morcegos controlam esse processo. Por outras palavras, podem estar infectados, apesar de não terem qualquer sinal da patologia.
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