Eduardo Pazuello sabia sobre a falta de remédios meses antes de surgirem denúncias
O Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, soube meses antes que havia desabastecimento de remédios para combater a covid-19 em todo país. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 24, em gravações de uma reunião do Comitê de Operações de Emergência em Saúde Pública, órgão técnico do Ministério da Saúde.
O aviso foi dado no dia 29 de maio, mas o comitê foi avisado a "Não fazer divulgação de dados".
Levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgado no fim de junho concluiu que estavam em falta medicamentos para pacientes internados nas UTIs de 21 estados e no Distrito Federal. Hospitais não conseguiam ter acesso a itens como sedativos, anestésicos e bloqueadores neuromusculares, usados nos pacientes que precisam ser intubados.
O Ministro Interino da Saúde, Eduardo Pazuello também foi alertado sobre a ineficácia da Hidroxicloroquina e sobre a necessidade do distanciamento social. Na ata, que chegou até o ministro Eduardo Pazuello, os técnicos afirmaram que "toda pesquisa leva a acreditar que o distanciamento social é favorável para a população e o retorno da economia mais rápido".
Três semanas após o aviso, o Ministério da Saúde publicou uma portaria sobre a necessidade do retorno das atividades, enfatizando seus benefícios, e reforçou que essa decisão cabe às autoridades locais. O documento foi publicado no dia 19 de junho, mesmo dia em que o País ultrapassou um milhão de casos confirmados do covid-19 e 49 mil mortes pelo vírus.
O aviso foi dado no dia 29 de maio, mas o comitê foi avisado a "Não fazer divulgação de dados".
Levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgado no fim de junho concluiu que estavam em falta medicamentos para pacientes internados nas UTIs de 21 estados e no Distrito Federal. Hospitais não conseguiam ter acesso a itens como sedativos, anestésicos e bloqueadores neuromusculares, usados nos pacientes que precisam ser intubados.
O Ministro Interino da Saúde, Eduardo Pazuello também foi alertado sobre a ineficácia da Hidroxicloroquina e sobre a necessidade do distanciamento social. Na ata, que chegou até o ministro Eduardo Pazuello, os técnicos afirmaram que "toda pesquisa leva a acreditar que o distanciamento social é favorável para a população e o retorno da economia mais rápido".
Três semanas após o aviso, o Ministério da Saúde publicou uma portaria sobre a necessidade do retorno das atividades, enfatizando seus benefícios, e reforçou que essa decisão cabe às autoridades locais. O documento foi publicado no dia 19 de junho, mesmo dia em que o País ultrapassou um milhão de casos confirmados do covid-19 e 49 mil mortes pelo vírus.
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