“Instantaneamente disponível”, dexametasona reduz mortes por covid-19, diz estudo
Pesquisadores do Reino Unido podem ter encontrado a primeira droga que, de fato, reduz a fatalidade da Covid-19 em pacientes graves. De acordo com especialistas da Universidade de Oxford, que participaram do estudo, o corticoide dexametasona é o primeiro a reduzir as mortes por coronavírus.
A pesquisa faz parte da iniciativa Recovery, que foi lançada em março e promove ensaios clínicos randomizados e controlados em hospitais britânicos. O novo estudo, cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira (16), ainda não foi publicado em nenhum periódico científico, mas já repercute no mundo inteiro.
Os testes envolveram 2.100 participantes, que receberam dexametasona em uma dose baixa ou moderada, e outras 4.300 pessoas que foram tratadas de forma padrão, sem o medicamento. De acordo com os cientistas, os pacientes em estado grave apresentaram melhora considerável.
O número de mortes dentre aqueles que estavam em oxigenoterapia, mas não usavam ventiladores, caiu 20%. Já entre as pessoas que usavam ventiladores, esta queda foi ainda maior, cerca de 33%. Com base nesses resultados, os pesquisadores especulam que uma morte seria evitada a cada oito pacientes que utilizam ventiladores e a cada 25 pessoas em oxigenoterapia. "É um resultado surpreendente", disse Kenneth Baillie, médico da Universidade de Edimburgo, em entrevista à Nature. "Terá claramente um enorme impacto global."
A dexametasona é um medicamento já disponível nas farmácias de todo o mundo, utilizado para tratar diversas doenças, como reumatismo, doenças de pele, alergias e asma, por exemplo. Entretanto, os cientistas ressaltam que isso não significa que as pessoas devem comprar o remédio e se automedicar.
Isso porque, além de perigoso se utilizado da forma errada, o corticoide não teve efeito em pacientes com casos leves da Covid-19 — e só foi efetivo porque foi combinado com outras práticas médicas padrão. Logo, os cientistas ressaltam que as medidas preventivas mais efetivas contra o novo coronvírus são manter o distanciamento social e caprichar na higiene.
Ainda assim, os especialistas estão animados com os resultados bem-sucedidos da primeira etapa de testes com a droga. "Esses resultados preliminares do estudo Recovery são muito claros — a dexametasona reduz o risco de morte em pacientes com complicações respiratórias graves", afirmou Martin Landray, professor de medicina e epidemiologia da Universidade de Oxford e um dos líderes da pesquisa, em declaração. "A Covid-19 é uma doença global. É fantástico que o primeiro tratamento demonstrado para reduzir a mortalidade esteja instantaneamente disponível em todo o mundo."
A pesquisa faz parte da iniciativa Recovery, que foi lançada em março e promove ensaios clínicos randomizados e controlados em hospitais britânicos. O novo estudo, cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira (16), ainda não foi publicado em nenhum periódico científico, mas já repercute no mundo inteiro.
Os testes envolveram 2.100 participantes, que receberam dexametasona em uma dose baixa ou moderada, e outras 4.300 pessoas que foram tratadas de forma padrão, sem o medicamento. De acordo com os cientistas, os pacientes em estado grave apresentaram melhora considerável.
O número de mortes dentre aqueles que estavam em oxigenoterapia, mas não usavam ventiladores, caiu 20%. Já entre as pessoas que usavam ventiladores, esta queda foi ainda maior, cerca de 33%. Com base nesses resultados, os pesquisadores especulam que uma morte seria evitada a cada oito pacientes que utilizam ventiladores e a cada 25 pessoas em oxigenoterapia. "É um resultado surpreendente", disse Kenneth Baillie, médico da Universidade de Edimburgo, em entrevista à Nature. "Terá claramente um enorme impacto global."
A dexametasona é um medicamento já disponível nas farmácias de todo o mundo, utilizado para tratar diversas doenças, como reumatismo, doenças de pele, alergias e asma, por exemplo. Entretanto, os cientistas ressaltam que isso não significa que as pessoas devem comprar o remédio e se automedicar.
Isso porque, além de perigoso se utilizado da forma errada, o corticoide não teve efeito em pacientes com casos leves da Covid-19 — e só foi efetivo porque foi combinado com outras práticas médicas padrão. Logo, os cientistas ressaltam que as medidas preventivas mais efetivas contra o novo coronvírus são manter o distanciamento social e caprichar na higiene.
Ainda assim, os especialistas estão animados com os resultados bem-sucedidos da primeira etapa de testes com a droga. "Esses resultados preliminares do estudo Recovery são muito claros — a dexametasona reduz o risco de morte em pacientes com complicações respiratórias graves", afirmou Martin Landray, professor de medicina e epidemiologia da Universidade de Oxford e um dos líderes da pesquisa, em declaração. "A Covid-19 é uma doença global. É fantástico que o primeiro tratamento demonstrado para reduzir a mortalidade esteja instantaneamente disponível em todo o mundo."
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