Entidades se posicionam contra o lockdown em Alagoas

19/05/2020 18h06 - Atualizado em 19/05/2020 21h09
19/05/2020 18h06 Atualizado em 19/05/2020 21h09
Entidades se posicionam contra o lockdown em Alagoas
Foto: Arquivo/Já é Notícia
A Fecomércio - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas - protocolou, nesta terça-feira (19), ofício destinado ao governador Renan Filho, propondo medidas para manter o setor produtivo alagoano em funcionamento. A entidade se posicionou contra o lockdown e listou uma série de medidas que poderiam ser adotadas para evitar um desastre na economia.

O documento propõe uma série de medidas para contribuir com a política local de enfrentamento da crise econômica, e também na defesa da preservação de vidas.

Segundo o ofício, dados da PNAD contínua trimestral, divulgados no último dia 15, pelo IBGE, destacam a elevação do desemprego no trimestre, e os números da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho apontam mais de 7 milhões de contratos suspensos ou que tiveram redução da carga horária.

A entidade propõe medidas para manter o setor produtivo em funcionamento, mesmo que parcial, como:

• Determinar uma periodicidade de higiene das mãos (com água e sabão e/ou álcool 70%) aos funcionários a cada duas horas ou a cada contato com clientes ou outros funcionários, em especial, após utilização de maquinetas de cartão de crédito/débito;
• Fornecimento de EPIs adequados para a atividade exercida. Caso a atividade não possua protocolo específico, fornecimento de máscara;
• Instalação de barreiras de proteção física para contatos com cliente, em especial no momento dos pagamentos;
• Proibição de compartilhamentos de itens de uso pessoal entre os colegas de trabalho, como EPIs, fones, aparelhos de telefone, e outros, fornecendo esses materiais para cada trabalhador;
• Demarcação, com sinalização, da circulação interna, com fluxo determinado para a entrada e saída dos estabelecimentos;
• Proibição da entrada e circulação de clientes sem máscaras dentro dos estabelecimentos;
• Redução do fluxo e permanência de pessoas (clientes e colaboradores) dentro do estabelecimento para uma ocupação de 2m² por pessoa;
• Organização para operação dos elevadores com apenas 1/3 da sua capacidade oficial, sendo designado, sempre que necessário, um colaborador para organizar a fila e controlar o fluxo de pessoas, com a manutenção de distância mínima de dois metros entre elas;
• Disponibilização de lavatórios com dispensadores de sabonete líquido e papel toalha e/ou álcool em gel 70%, bem como nos banheiros;
• Controle de higienização frequente, pelo menos antes e após o uso, dos fones e aparelhos de telefone, mesas, cadeiras, teclados, mouses, computadores, maçanetas, torneiras, corrimãos, botões de elevador, barras de apoio e todas as demais superfícies com álcool líquido a 70%;
• Controle de higienização de pisos, balcões, bancadas e outras superfícies com desinfetantes a base de cloro;
• Controle de higienização dos sanitários existentes, com a intensificação da frequência e com a obrigatoriedade de utilização de EPIs apropriados pelos funcionários responsáveis pela limpeza (luva de borracha, avental, calça comprida, sapato fechado)
• Controle da higienização e desinfecção dos EPIs reutilizáveis utilizados pelos funcionários com água e sabão seguido de fricção com álcool a 70% por 20 segundos, instruindo e reforçando o correto uso dos mesmos (não tocar com as mãos enluvadas em maçanetas, telefones, botões de elevadores, etc);
• Manutenção do ambiente com portas e janelas abertas e com ventilação adequada e natural, sempre que possível, evitando-se o uso do ar condicionado;
• Proibição de utilização de bebedouros por colaboradores ou clientes;
• Disponibilização de álcool em gel a 70% para os clientes higienizarem as mãos, antes e após tocar em máquinas de cartão de crédito, caixas eletrônicos de autoatendimento, entre outros equipamentos;
• Prioridade de métodos eletrônicos de pagamento e disponibilização de barreiras de proteção física para caixas e afins;
• Instrução dos funcionários para que mantenham cabelos presos e não utilizem nenhum tipo de joias, bijuterias, relógios ou adereços, para assegurar a correta higiene das mãos;
• Instrução dos funcionários para que não retornem pra casa ou se dirijam ao trabalho vestindo o uniforme, se houver, e sempre troquem de roupa ao começar e ao terminar o trabalho.
• Ao final do documento, a Fecomércio AL se coloca à disposição para auxiliar na elaboração de protocolos específicos para cada segmento.

Em Arapiraca, a Câmara de Dirigentes Logistas – CDL – manifestou sua preocupação com o setor, sendo contrária ao lockdown.

Em seu instagram, a entidade iniciou a campanha #nãoaolockdown e destacou que a atitude afetaria e prejudicaria ainda mais o comércio, os empregados e as famílias.

Segundo a nota, a instituição tem consciência do perigo do vírus, mas que o fechamento completo provocaria o falecimento das empresas e empregos que ainda resistem neste momento.