Flávio Bolsonaro financiou prédios da milícia no Rio, diz site
Filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro teria financiado a construção de prédios ilegais da milícia do Rio de Janeiro com dinheiro público, do esquema de "rachadinha", coletado no seu gabinete na Assembleia Legislativa do estado, quando ainda era deputado. A denúncia foi publicada neste sábado (25) pelo site The Intercept Brasil, que teve acesso a documentos sigilosos sobre o caso do Ministério Público.
O avanço nas investigações do caso teria sido um dos motivos para a pressão de Bolsonaro para que Sergio Moro trocasse o comando da Polícia Federal tanto no Rio quanto em Brasília. Moro se demitiu ontem do cargo, citando interferência política de Bolsonaro na polícia.
O agora ex-ministro disse ontem que o presidente queria alguém para quem ele "pudesse ligar" para saber do andamento de investigações. Bolsonaro negou as acusações, mas afirmou em coletiva que esperava sim receber diariamente um relatório da PF e que contato com o primeiro escalão de pessoas ligadas a seus ministérios é normal.
De acordo com o site, as investigações cruzaram informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema para descobrir como ele funciona.
Flávio receberia o lucro do investimentos da edificações por meio de repasses do ex-capitão do Bope Adriano de Nóbrega, morto em fevereiro, e do ex-assessor Fábrício Queiroz. Este último foi citado ontem por Bolsonaro, que afirmou que o conhece desde a década de 1980.
O esquema funcionaria assim: Flávio pagava os funcionários com a verba de gabinete na Alerj. Queiroz, que seria o articulador da rachadinha, confiscava em média 40% do que os servidores recebiam e repassava para Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, uma das maiores milícias do Rio, que atua em Rio das Pedras e na Muzema.
As duas favelas tiveram um grande boom de construções irregulares nos últimos anos. O lucro desses prédios, segundo as investigações, também era dividido por Flávio, considerado o financiador do esquema com dinheiro público.
O MP apurou que os repasses da rachadinha para o capitão Adriano aconteceia por meio des contas da sua mãe, Raimunda Vera Magaçhães, e da sua mulher, Dabielle da Costa Nóbrega. Ambas tinham cargos comissionados no gabinete do deputado na Alerj entre 2016 e 2017 e foram nomeadas por Queiroz.
As investigações apontam que a mãe e a mulher de Adriano movimentaram ao menos R$ 1,1 milhão durante o período analisado. Elas teriam feito repasse de dinheiro para algumas empresas, entre elas dois restaurantes, uma loja de material de construção e três pequenas construtoras, que teriam sido registrados em nomes de "laranjas" do Escritório do Crime
O avanço nas investigações do caso teria sido um dos motivos para a pressão de Bolsonaro para que Sergio Moro trocasse o comando da Polícia Federal tanto no Rio quanto em Brasília. Moro se demitiu ontem do cargo, citando interferência política de Bolsonaro na polícia.
O agora ex-ministro disse ontem que o presidente queria alguém para quem ele "pudesse ligar" para saber do andamento de investigações. Bolsonaro negou as acusações, mas afirmou em coletiva que esperava sim receber diariamente um relatório da PF e que contato com o primeiro escalão de pessoas ligadas a seus ministérios é normal.
De acordo com o site, as investigações cruzaram informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema para descobrir como ele funciona.
Flávio receberia o lucro do investimentos da edificações por meio de repasses do ex-capitão do Bope Adriano de Nóbrega, morto em fevereiro, e do ex-assessor Fábrício Queiroz. Este último foi citado ontem por Bolsonaro, que afirmou que o conhece desde a década de 1980.
O esquema funcionaria assim: Flávio pagava os funcionários com a verba de gabinete na Alerj. Queiroz, que seria o articulador da rachadinha, confiscava em média 40% do que os servidores recebiam e repassava para Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, uma das maiores milícias do Rio, que atua em Rio das Pedras e na Muzema.
As duas favelas tiveram um grande boom de construções irregulares nos últimos anos. O lucro desses prédios, segundo as investigações, também era dividido por Flávio, considerado o financiador do esquema com dinheiro público.
O MP apurou que os repasses da rachadinha para o capitão Adriano aconteceia por meio des contas da sua mãe, Raimunda Vera Magaçhães, e da sua mulher, Dabielle da Costa Nóbrega. Ambas tinham cargos comissionados no gabinete do deputado na Alerj entre 2016 e 2017 e foram nomeadas por Queiroz.
As investigações apontam que a mãe e a mulher de Adriano movimentaram ao menos R$ 1,1 milhão durante o período analisado. Elas teriam feito repasse de dinheiro para algumas empresas, entre elas dois restaurantes, uma loja de material de construção e três pequenas construtoras, que teriam sido registrados em nomes de "laranjas" do Escritório do Crime
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