Respirador mecânico de baixo custo é produzido por estudantes em Alagoas
Um respirador mecânico de baixo custo e de fabricação mais rápida está sendo produzido por uma equipe liderada pelo professor Edison Camilo de Moraes Júnior, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Campus Maceió. O protótipo deve ficar pronto neste domingo (12) e tem por objetivo suprir a demanda de hospitais por aparelhos de ventilação mecânica para tratamento de pacientes com a Covid-19.
O ventilador mecânico – batizado de ‘Respiral’ – levou 15 dias para ser produzido pelo grupo, que conta com o estudante de Sistemas de Informação do Ifal, Celso Vasconcelos, e tem valor estimado em R$ 5 mil. Esse aparelho é vendido a partir de R$ 50 mil em sites especializados. “A diferença é o preço de produção em relação aos do mercado. Em relação aos ventiladores de outras pesquisas, ele permite realizar configurações dos parâmetros necessários para atender a doença do paciente”, comparou Edison Camilo, que faz doutorado em engenharia industrial.
Os testes do ‘Respiral’ em humanos só poderão ser realizados após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A equipe já realizou simulações para analisar o desempenho dele em pacientes. “Fizemos um teste do equipamento com pequenos movimentos no ambu (respirador manual) e apresenta sensibilidade de reconhecê-los”, explicou o professor do Ifal. O projeto também passará por certificação.
Conforme Edison Camilo, o protótipo funciona utilizando um ambu, que faz o aparelho gerar ventilação por meio de um artefato mecânico. O equipamento também possui sensores de fluxo de ar, de pressão e de volume. Permite ainda ser configurado por um profissional de saúde em parâmetros, como frequência, volume, peep, entre outros, por meio de um display touch.
Os ventiladores, também conhecidos por respiradores, são aparelhos fundamentais para manterem vivos pacientes em estado grave da Covid-19. Eles servem para dar suporte à função pulmonar do doente. Atualmente, o Brasil contabiliza 65.411 respiradores/ventiladores, sendo que 46.663 estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo informações do Ministério da Saúde.
Projeto surgiu a partir de pesquisas de outros países
A ideia de criar o respirador surgiu há 15 dias quando Edison Camilo viu um equipamento ser desenvolvido em outro país. Então se formou um grupo para fazer algo semelhante, em Alagoas. Além do professor Edison Camilo e do estudante Celso Vasconcelos, integram o grupo Cleberson dos Santos Machado, engenheiro mecatrônico; Bruno Martinelle Souza Costa, graduando em Engenharia Mecatrônica; Icaro Santo Ferreira, graduando em Engenharia Mecatrônica; Adriano Nunes, médico e jurista; Flávia Pimentel Torres, administradora; Rodrigo Silva, militar do Exército; e Thiago Ramos Sandes Vieira, engenheiro elétrico e especialista em ventilação mecânica.
Thiago Sandes dá informações ao grupo sobre funcionalidade das máquinas, fornece algumas peças e validação do certificado de calibração, além de análise de melhoria do processo. “O intuito maior era servir a população e isso me motivou para ajudar na iniciativa. Trabalho na área de saúde há algum tempo e sei as carências e as necessidades dos hospitais na parte de ventilação mecânica”, comentou Thiago Sandes.
A equipe criou no site ‘Vakinha’ uma campanha intitulada ‘Respiral – respirador pulmonar’, onde as pessoas podem fazer doações para o projeto. Já para produção em larga escala, seriam necessários aportes financeiros públicos e privados e de pessoa física.
O ventilador mecânico – batizado de ‘Respiral’ – levou 15 dias para ser produzido pelo grupo, que conta com o estudante de Sistemas de Informação do Ifal, Celso Vasconcelos, e tem valor estimado em R$ 5 mil. Esse aparelho é vendido a partir de R$ 50 mil em sites especializados. “A diferença é o preço de produção em relação aos do mercado. Em relação aos ventiladores de outras pesquisas, ele permite realizar configurações dos parâmetros necessários para atender a doença do paciente”, comparou Edison Camilo, que faz doutorado em engenharia industrial.
Os testes do ‘Respiral’ em humanos só poderão ser realizados após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A equipe já realizou simulações para analisar o desempenho dele em pacientes. “Fizemos um teste do equipamento com pequenos movimentos no ambu (respirador manual) e apresenta sensibilidade de reconhecê-los”, explicou o professor do Ifal. O projeto também passará por certificação.
Conforme Edison Camilo, o protótipo funciona utilizando um ambu, que faz o aparelho gerar ventilação por meio de um artefato mecânico. O equipamento também possui sensores de fluxo de ar, de pressão e de volume. Permite ainda ser configurado por um profissional de saúde em parâmetros, como frequência, volume, peep, entre outros, por meio de um display touch.
Os ventiladores, também conhecidos por respiradores, são aparelhos fundamentais para manterem vivos pacientes em estado grave da Covid-19. Eles servem para dar suporte à função pulmonar do doente. Atualmente, o Brasil contabiliza 65.411 respiradores/ventiladores, sendo que 46.663 estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo informações do Ministério da Saúde.
Projeto surgiu a partir de pesquisas de outros países
A ideia de criar o respirador surgiu há 15 dias quando Edison Camilo viu um equipamento ser desenvolvido em outro país. Então se formou um grupo para fazer algo semelhante, em Alagoas. Além do professor Edison Camilo e do estudante Celso Vasconcelos, integram o grupo Cleberson dos Santos Machado, engenheiro mecatrônico; Bruno Martinelle Souza Costa, graduando em Engenharia Mecatrônica; Icaro Santo Ferreira, graduando em Engenharia Mecatrônica; Adriano Nunes, médico e jurista; Flávia Pimentel Torres, administradora; Rodrigo Silva, militar do Exército; e Thiago Ramos Sandes Vieira, engenheiro elétrico e especialista em ventilação mecânica.
Thiago Sandes dá informações ao grupo sobre funcionalidade das máquinas, fornece algumas peças e validação do certificado de calibração, além de análise de melhoria do processo. “O intuito maior era servir a população e isso me motivou para ajudar na iniciativa. Trabalho na área de saúde há algum tempo e sei as carências e as necessidades dos hospitais na parte de ventilação mecânica”, comentou Thiago Sandes.
A equipe criou no site ‘Vakinha’ uma campanha intitulada ‘Respiral – respirador pulmonar’, onde as pessoas podem fazer doações para o projeto. Já para produção em larga escala, seriam necessários aportes financeiros públicos e privados e de pessoa física.
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