Depois de Skank, Maria Gadú anuncia que vai ‘parar de fazer música’
Três semanas após a banda Skank anunciar pausa na carreira, a notícia de que Maria Gadú pretende que Pelle seja a última turnê da artista paulistana – intenção revelada pela própria Gadú em entrevista a uma emissora de TV de Portugal – pode até suscitar a tese de anúncio estratégico para chamar a atenção da mídia.
Tese que desaba quando se analisa a corajosa condução da carreira dessa cantora, compositora e instrumentista paulistana projetada em escala nacional há dez anos com o primeiro álbum, Maria Gadú, lançado em 2009 com canções autorais como Shimbalaiê.
Antes deste disco que a pôs instantaneamente no foco de todo o Brasil e no olho do furacão, Gadú já tinha pré-história como cantora de bares, festas e até pizzarias em trajetória profissional iniciada em 1999.
Aos 20 anos de carreira, Mayra Corrêa Aygadoux está aparentemente decidida a parar de fazer música nos moldes do mercado e o anúncio da saída de cena da cantora repõe em pauta a discussão sobre os efeitos por vezes nocivos da exposição excessiva na vida de um artista.
Gadú deixa claro na entrevista que continuará se relacionando com a música de outra forma ("Nas ruas, com os povos"). A interrupção da carreira, se de fato for concretizada após o fim da turnê Pelle, marcará a ruptura da artista com a música como produto industrial de consumo.
Nem tão surpreendente assim, a iniciativa soa coerente com a guinada recente de artista que, após ser tanto beneficiária como vítima dos efeitos da superexposição midiática entre 2009 e 2012, já vinha rompendo progressivamente os laços com a música moldada para consumo imediato desde o interiorizado álbum Guelã (2015).
Se de fato sair de cena para fazer música "nas ruas, com os povos", Maria Gadú poderá privar o público de ouvir belas músicas autorais como Mundo líquido, lançada pela cantora neste ano de 2019 como amostra de um possível quarto álbum de estúdio.
Em contrapartida, a artista talvez fique em paz com a própria história e consciência ao, longe dos holofotes, ir atrás da música que lhe interessa, com quem lhe interessa e, sobretudo, da forma que mais lhe interessa.
Tese que desaba quando se analisa a corajosa condução da carreira dessa cantora, compositora e instrumentista paulistana projetada em escala nacional há dez anos com o primeiro álbum, Maria Gadú, lançado em 2009 com canções autorais como Shimbalaiê.
Antes deste disco que a pôs instantaneamente no foco de todo o Brasil e no olho do furacão, Gadú já tinha pré-história como cantora de bares, festas e até pizzarias em trajetória profissional iniciada em 1999.
Aos 20 anos de carreira, Mayra Corrêa Aygadoux está aparentemente decidida a parar de fazer música nos moldes do mercado e o anúncio da saída de cena da cantora repõe em pauta a discussão sobre os efeitos por vezes nocivos da exposição excessiva na vida de um artista.
Gadú deixa claro na entrevista que continuará se relacionando com a música de outra forma ("Nas ruas, com os povos"). A interrupção da carreira, se de fato for concretizada após o fim da turnê Pelle, marcará a ruptura da artista com a música como produto industrial de consumo.
Nem tão surpreendente assim, a iniciativa soa coerente com a guinada recente de artista que, após ser tanto beneficiária como vítima dos efeitos da superexposição midiática entre 2009 e 2012, já vinha rompendo progressivamente os laços com a música moldada para consumo imediato desde o interiorizado álbum Guelã (2015).
Se de fato sair de cena para fazer música "nas ruas, com os povos", Maria Gadú poderá privar o público de ouvir belas músicas autorais como Mundo líquido, lançada pela cantora neste ano de 2019 como amostra de um possível quarto álbum de estúdio.
Em contrapartida, a artista talvez fique em paz com a própria história e consciência ao, longe dos holofotes, ir atrás da música que lhe interessa, com quem lhe interessa e, sobretudo, da forma que mais lhe interessa.
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