“Sou o maior jogador da história do futebol e já debatem se eu sirvo ou não”, diz Dani Alves
Daniel Alves retornou ao futebol brasileiro depois de quase 20 anos vitoriosos na Europa há três meses e já tem gerado diversos debates sobre a sua utilidade no time São Paulo, principalmente pelo seu posicionamento dentro de campo, isso porque o experiente jogador de 36 anos tem atuado fora de posição. Durante participação no programa “Grande Círculo”, do SporTV, no sábado (26), o lateral-direito criticou a falta de estabilidade no Brasil e colocou a questão como o principal problema do futebol brasileiro.
Ao ser questionado sobre o que diferencia o futebol brasileiro do europeu, o jogador do São Paulo foi direto. “Estabilidade. Para mim essa é a palavra. Estabilidade de você poder construir realmente um clube de futebol. Eu estava citando agora nos bastidores o Barcelona. Uma criança de 11 anos joga do mesmo jeito que o primeiro time, treina do mesmo jeito do primeiro time. Tem um moleque de 16 anos no Barcelona jogando, se destacando. Por quê? Porque é educado para chegar assim. Aqui é isso, você tem que ganhar. Aqui dois jogos é o seu limite, já querem te mandar embora, você já não serve, então é bem difícil se construir coisas assim.”
Daniel Alves também comentou a busca de tantos jogadores brasileiro por uma oportunidade na Europa. “Porque aqui não tem estabilidade. Você vai construir uma carreira aqui como? Me explica? Eu tenho três meses aqui no Brasil e não sirvo. Sou o maior jogador da história do futebol e já começa a gerar debate se eu sirvo ou se eu não sirvo, se é isso mesmo ou aquilo. Cara, tenho três meses aqui no Brasil. Caramba, eu joguei oito anos no Barcelona, ganhei 23 títulos, porque tem estabilidade, não se constrói coisas de ontem para hoje não. Se você faz um filho você tem que esperar nove meses para o seu filho nascer. Sete ou oito, mas você precisa esperar. Ou você faz um filho hoje e amanhã ele já está ai?”.
Para Daniel Alves, os jogadores brasileiros são mal formados nas categorias de base dos clubes. “Sinto que no Brasil tem uma qualidade individual incrível, tanto é que o jogador começa a se destacar aqui e os clubes já vem e retiram, porque sabem que o individual aqui do Brasil é o melhor lugar do mundo. Mas para se construir o coletivo não se tem. Por exemplo, veio um treinador estrangeiro, implementou uma filosofia de jogo coletivo e olha a diferença de jogo, de intensidade que há de um time para os outros. Por mais que os outros estejam competindo, tentando encurtar a distância, vai ser difícil”.
O jogador do São Paulo também comentou sobre seu posicionamento dentro de campo desde que retornou ao futebol brasileiro. “Estão criando o “falso lateral” (risos). “O Dani quer jogar ali ou aqui”. Não, o Dani quer aportar aos companheiros o melhor jogador que ele pode, fazer dos companheiros o que eles possam. E para isso preciso ter contato com a bola, e de lateral não pego tanto quanto quando venho para o meio. Eu me considero um jogador com precisão de passe muito elevada, mesmo que tenha dias que haja imprecisão considerável. É uma das coisas que mais trabalhei esse fundamento, e eu gosto de servir meus companheiros e fazê-los jogar”.
Ao ser questionado sobre o que diferencia o futebol brasileiro do europeu, o jogador do São Paulo foi direto. “Estabilidade. Para mim essa é a palavra. Estabilidade de você poder construir realmente um clube de futebol. Eu estava citando agora nos bastidores o Barcelona. Uma criança de 11 anos joga do mesmo jeito que o primeiro time, treina do mesmo jeito do primeiro time. Tem um moleque de 16 anos no Barcelona jogando, se destacando. Por quê? Porque é educado para chegar assim. Aqui é isso, você tem que ganhar. Aqui dois jogos é o seu limite, já querem te mandar embora, você já não serve, então é bem difícil se construir coisas assim.”
Daniel Alves também comentou a busca de tantos jogadores brasileiro por uma oportunidade na Europa. “Porque aqui não tem estabilidade. Você vai construir uma carreira aqui como? Me explica? Eu tenho três meses aqui no Brasil e não sirvo. Sou o maior jogador da história do futebol e já começa a gerar debate se eu sirvo ou se eu não sirvo, se é isso mesmo ou aquilo. Cara, tenho três meses aqui no Brasil. Caramba, eu joguei oito anos no Barcelona, ganhei 23 títulos, porque tem estabilidade, não se constrói coisas de ontem para hoje não. Se você faz um filho você tem que esperar nove meses para o seu filho nascer. Sete ou oito, mas você precisa esperar. Ou você faz um filho hoje e amanhã ele já está ai?”.
Para Daniel Alves, os jogadores brasileiros são mal formados nas categorias de base dos clubes. “Sinto que no Brasil tem uma qualidade individual incrível, tanto é que o jogador começa a se destacar aqui e os clubes já vem e retiram, porque sabem que o individual aqui do Brasil é o melhor lugar do mundo. Mas para se construir o coletivo não se tem. Por exemplo, veio um treinador estrangeiro, implementou uma filosofia de jogo coletivo e olha a diferença de jogo, de intensidade que há de um time para os outros. Por mais que os outros estejam competindo, tentando encurtar a distância, vai ser difícil”.
O jogador do São Paulo também comentou sobre seu posicionamento dentro de campo desde que retornou ao futebol brasileiro. “Estão criando o “falso lateral” (risos). “O Dani quer jogar ali ou aqui”. Não, o Dani quer aportar aos companheiros o melhor jogador que ele pode, fazer dos companheiros o que eles possam. E para isso preciso ter contato com a bola, e de lateral não pego tanto quanto quando venho para o meio. Eu me considero um jogador com precisão de passe muito elevada, mesmo que tenha dias que haja imprecisão considerável. É uma das coisas que mais trabalhei esse fundamento, e eu gosto de servir meus companheiros e fazê-los jogar”.
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