Mais de 2 mil policiais militares de Alagoas sofrem com rebaixamentos e têm perdas salariais

Por Redação 31/08/2019 07h07 - Atualizado em 31/08/2019 11h11
Por Redação 31/08/2019 07h07 Atualizado em 31/08/2019 11h11
Mais de 2 mil policiais militares de Alagoas sofrem com rebaixamentos e têm perdas salariais
Foto: Divulgação
Uma decisão do Governo de Alagoas e referendada pelo Tribunal de Justiça está preocupando policiais militares do Estado. A decisão é a despromoção dos agentes o que acarretará em uma perda de quase metade dos salários dos servidores.

A determinação foi publicada no Boletim Geral Ostensivo (BGO) da PM, ontem, sexta-feira (30). Onde havia uma lista de militares que seriam rebaixados de posição.

Associações que representam a categoria temem que a medida leve a atos extremos. Como foi o caso de um militar de Arapiraca que era 2º sargento e será rebaixado a cabo. Ao receber a informação, o militar tentou tirar a própria vida, mas foi impedido por um colega de farda.

De acordo com as associações da PM, a perda salarial varia de R$ 600 a R$ 3 mil. "Na essência despromoveu, desqualificou o profissional. Muitos sargentos estavam promovidos a subtenente - vamos dizer que seja um aspirante a oficial - e quando deixa de ser subtenente volta a condição de praça. Se publicou no BGO e você tomou ciência da publicação, você volta à graduação anterior", explicou Wagner Simas, presidente da Associação dos Praças Militares de Alagoas (Aspra).

A determinação pode afetar mais de 2 mil agentes da PM. "A medida deve afetar de 45% a 50% do pessoal que está na reserva e os outros 50% são militares que estão no final de carreira, que varia entre 28 e 32 anos de serviço", explicou.

Segundo as associações, os militares irão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). "A gente pede para o pessoal ter calma, mas não temos o controle de todo mundo. A gente teme até que haja problemas dentro da corporação, porque mexe com o brio de muita gente. Os que não entraram na Justiça, mesmo tendo o direito porque o outro entrou e foi promovido no lugar dele, está vibrando. Ou seja, pode ter problema dentro da corporação", conta Wagner Simas.