Piloto de catamarã que naufragou em Maragogi será indiciado por homicídio culposo

Por Redação 21/08/2019 13h01 - Atualizado em 21/08/2019 16h04
Por Redação 21/08/2019 13h01 Atualizado em 21/08/2019 16h04
Piloto de catamarã que naufragou em Maragogi será indiciado por homicídio culposo
Naufrágio do catamarã causou a morte de duas idosas - Foto: Divulgação/CBM-AL
O delegado responsável pela investigação do naufrágio do catamarã com turistas do Ceará, que aconteceu no mês passado no município de Maragogi, disse que o inquérito será concluído até a noite desta quinta-feira (22).

Segundo o delegado Aylton Prazeres, apenas o marinheiro Ivanilton Oscar da Silva, que pilotava a embarcação, será indiciado por homicídio culposo. "Ele foi negligente", afirmou Prazeres. Duas idosas morreram no acidente e várias pessoas ficaram feridas.

Ao todo, 13 testemunhas foram ouvidas ao longo das investigações.

"Vou indiciar o piloto por homicídio culposo, já que houve falha por parte dele. Não teria como envolver outras pessoas, porque ele é habilitado, a embarcação estava nos conformes. Independente de estar suspenso ou não o alvará, isso não exime a culpabilidade de quem estava pilotando", disse o delegado.

O laudo da Marinha do Brasil ainda não foi concluído; apesar isso, o delegado deve encaminhar o inquérito, sem o pedido de prisão, para o Ministério Público Estadual (MPE).

"No âmbito da polícia, o que importa é o responsável pela embarcação, o que estava pilotando, porque a Marinha confirmou que a embarcação estava regular para a navegação. Não temos ainda o laudo, mas vou concluir assim, porque já me convenceu de que houve negligência por parte do piloto", explicou.

O delegado disse que a embarcação apresentou uma falha no flutuante do barco e o naufrágio aconteceu muito rápido, cerca de 10 segundos. Segundo ele, o marinheiro demorou para alertar os ocupantes do problema e, assim, muitos não conseguiram colocar o colete salva-vidas.