Prejuízo causado por bando que se passava por policiais em feira de Maceió chega a R$ 10 mil

Por Redação com Gazetaweb.com 31/07/2019 13h01 - Atualizado em 24/08/2020 15h03
Por Redação com Gazetaweb.com 31/07/2019 13h01 Atualizado em 24/08/2020 15h03
Prejuízo causado por bando que se passava por policiais em feira de Maceió chega a R$ 10 mil
Bando que se passava por policiais causou prejuízo de R$ 10 mil na feira - Foto: Divulgação
A Polícia Civil confirmou, durante entrevista coletiva, que quatro pessoas foram presas, nessa terça-feira (30), entre elas um policial militar e uma agente de polícia, por extorquir comerciantes da Feira do Rato, no bairro da Levada, em Maceió. O prejuízo estimado aos ambulantes chega perto de R$ 10 mil.

As prisões foram efetuadas na tarde dessa terça-feira (30).

De acordo com o delegado Thiago Prado, uma das integrantes já tinha sido policial militar durante 11 anos e era agente de polícia há 1 ano e meio. Outro estava saindo do posto de trabalho (na Turma Recursal do Juizado Especial do Tribunal de Justiça), na Rodoviária de Maceió, quando foi abordado pelas equipes policiais.

O delegado informou, ainda, que, no momento em que o PM foi detido no município de Campo Alegre. Com ele, foi encontrada uma camisa da Polícia Civil. Ele se passava por agente da Deic e já gozava, inclusive, do prestígio onde morava.

"Nenhum policial militar ou civil age desta forma. Então, a população que foi vítima faça a denúncia porque essas situações serão apuradas e, se porventura, tem algum policial, eles também serão punidos", garantiu Thiago Prado.

Ele explicou que a polícia recebeu denúncia e vídeos da ação do bando. Naquele dia, foram subtraídas mercadorias, no caso objetos eletrônicos, e a quantia de R$ 3 mil de pelo menos um dos comerciantes, sob o pretexto de que aqueles produtos eram irregulares e sob a garantia de que os ambulantes não seriam levados para a delegacia. Desde então, a polícia trabalhava para identificar estas pessoas.

O delegado Fábio Costa informou, durante a coletiva, que a Polícia Civil está investigando outras práticas deste grupo criminoso e pediu à população que faça a denúncia por meio do Disque 181, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). O sigilo da fonte é garantido. "Envergonhando as instituições porque eles passavam coletes, distintivos para outras pessoas que não faziam parte dessas instituições", afirmou a autoridade policial.