Justiça determina bloqueio de página da ONG Pata Voluntária

Por Redação com Agências 22/07/2019 20h08 - Atualizado em 22/07/2019 23h11
Por Redação com Agências 22/07/2019 20h08 Atualizado em 22/07/2019 23h11
Justiça determina bloqueio de página da ONG Pata Voluntária
Foto: Reprodução
A Justiça determinou o bloqueio e desativação da página da ONG Pata Voluntária no Instagram. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (22), o perfil foi reativado após a soltura das proprietárias, que haviam sido presas após postagem que fazia uma falsa comunicação de crime e pedia doações dos seguidores. Publicação, que segundo o delegado, não havia sido deletada, e poderia levar mais pessoas a serem enganadas a contribuir.

A Seção de Crimes Cibernéticos da DEIC constatou que após a soltura das gestoras da ONG “Pata Voluntária”, presas acusadas de praticar crimes de estelionato em face de vítimas de todo o país, teriam reativado o perfil de Instragram e teriam mantido a publicação do falso crime de roubo.

Para o delegado Thiago Prado, a mensagem poderia induzir mais vítimas a depositar dinheiro nas contas da ONG, o delegado de polícia Thiago Prado representou pelo imediato bloqueio da conta social.

No pedido feito ao juízo da 6ª Vara Criminal, responsável pelo caso, o delegado afirma que o perfil social manteve a publicação que gerou o crime, ficando “claro que persiste o intuito de enganar as pessoas de boa-fé, para que efetuem depósitos em contas correntes da instituição. Assim, diante do evidente uso da rede social para a prática de crime, faz-se necessário e urgente ordem judicial para que seja determinado o imediato bloqueio do perfil social @patavoluntaria, utilizado como instrumento de crime, a fim de impedir que outras pessoas venham a ser vítimas do golpe.”

A decisão assinada pelo juiz de direito George Leão de Omena deferiu o pedido e já fora remetida para o Instragram, para imediato cumprimento. O magistrado determinou o bloqueio da página em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por descumprimento.