Diretoras do Pata Voluntária planejavam arrecadar R$ 1 milhão com fraude

Por Redação com TV Gazeta 13/07/2019 11h11 - Atualizado em 13/07/2019 15h03
Por Redação com TV Gazeta 13/07/2019 11h11 Atualizado em 13/07/2019 15h03
Diretoras do Pata Voluntária planejavam arrecadar R$ 1 milhão com fraude
Foto: Reprodução de vídeo
Diálogos apresentados pelo advogado de uma testemunha mostra todo planejamento de fraude que rendeu a doação de mais de 70 mil reais para o ONG Pata Voluntária. Os diálogos, ocorridos em uma rede social, mostram que as três diretoras pretendiam arrecadar um milhão de reais.

O trio foi preso na semana passada, após a polícia constatar a fraude. Elas foram acusadas de estelionato.

Segundo a defesa de uma das testemunhas, a ideia de forjar o assalto foi proposta durante uma reunião da diretoria em abril deste ano.

“A testemunha se mostrou sempre contra qualquer plano que fosse feito com base em uma mentira, algo que não aconteceu. No dia 04 de julho ela se levantou e observou que havia mensagens nas redes sociais informando a cerca do assalto e foi aí então, após observar as mensagens, foi que ela lembrou daquilo que foi conversado numa reunião anterior, ou seja, que aquele plano foi traçado por algumas pessoas e foi efetivamente realizado", disse o advogado Leonardo de Moraes.

Toda ação do grupo foi planejada para enganar a polícia. Inclusive com a simulação de uma agressão física.

“Elas tratam detalhes de que uma das supostas vítimas colocaria em seu olho alho, molho de pimenta e inclusive pediu pra a sua própria namorada para efetuar alguns golpes no seu rosto, alguns socos, para que aí fossem provocados hematomas pra dar um ar de mais veracidade aquela denúncia", disse o delegado Fábio Costa, responsável pelo caso.

Ainda segundo Fábio Costa, o padrão de vida de uma das diretoras da ONG é totalmente incompatível com sua renda real. “Acontece que nós acreditamos que esses valores eles não seriam usados na ONG. A gente percebe que uma das integrantes possui um padrão de vida incompatível com a renda que recebe, inclusive com diversas viagens ao exterior, com carros de luxo e um apartamento na área nobre aqui da cidade. Então, nós definitivamente não acreditamos que elas utilizariam esses valores para cuidar dos animais e também não acreditamos que os fins justificam os meios", disse Fábio Costa.

Leia a transcrição da conversa entre as integrantes do Pata Voluntária:

Diretora 1: Às vezes na vida a gente tem que fazer o que aparentemente não é certo. Não ignorem o que falei, porque é um hospital que tá em jogo e é importante. Só peço que coloquem a mão na consciência. Caso alguém aqui tenha ideias que REALMENTE consigam 1 MILHÃO DE REAIS será excelente, ao contrário peço que simplesmente reavaliem o que é importante pra vocês.

Diretora 2: Colocando a mão na consciência o certo é não mentir. Pessoal, eu não quero ser chata, do contra. Eu sonho com a evolução do Pata, literalmente falando mesmo! Mas se houver outros modos de a gente conseguir sem que tenha a possibilidade de manchar o nome do Pata devemos tentar.