Vídeo. Delegados pedem quebra de sigilo bancário de diretoras da ONG Pata Voluntária

Por Redação 06/07/2019 16h04 - Atualizado em 06/07/2019 20h08
Por Redação 06/07/2019 16h04 Atualizado em 06/07/2019 20h08
Vídeo. Delegados pedem quebra de sigilo bancário de diretoras da ONG Pata Voluntária
Foto: Reprodução Instagram
Após a prisão de três diretoras da ONG Pata Voluntária, os delegados Thiago Prado, Fábio Costa e Leonam Pinheiro explicaram como descobriram o golpe de estelionato cometido por Pali Pedrosa, 28 anos, Nayane Perícia, 26 anos, e Maria Gisele do Nascimento, 23 anos.

Em um vídeo, divulgado na última sexta-feira, os delegados afirmam que as diretoras do Pata Voluntária confessaram o crime. Elas foram autuadas em flagrante pelos crimes de estelionato, falsa comunicação de crime, associação criminosa e guarda de animal silvestre, visto que "na residência delas foi encontrada a presença de animais silvestres, sem autorização legal para isso", informou o delegado Thiago Prado.

A polícia pediu a quebra do sigilo bancário das diretoras da ONG, para tentar diminuir o prejuízo das vítimas, que doaram dinheiro para a ONG Pata Voluntária. "Lamentamos que uma causa tão nobre que é a defesa dos animais esteja sendo usada justamente para fraude", falou o delegado Fábio Costa.

Entenda o caso:
As investigações começaram após a denúncia da invasão do abrigo Pata Voluntária, no bairro Jaraguá. "Quando nós passamos a investigar vimos que não tinha crime algum, que na verdade, se passava de uma fraude, em que as proprietárias do Pata Voluntária se utilizavam para receber valores, que chegaram ao montante de R$ 70 mil em um vaquinha voluntária".

Na falsa denúncia de invasão e roubo do abrigo, as mulheres afirmaram que tinham sido violentadas. O fato sensibilizou a população que, seguindo o pedido do trio, começou a realizar doações para o local.

O delegado Leonam Pinheiro explicou que, após interrogatório, Pali Pedrosa Mondal, 28 anos, Nayane Perícia Silva Barros, 26 anos, e Maria Gisele do Nascimento Oliveira, 23 anos, foram para o sistema prisional.

Elas confessaram o crime e afirmaram que fraude foi cometida para elas conseguirem dinheiro com intúito de construírem um hospital veterinário. "A Nayane confessou o crime, ela disse que inventou a fraude para construir um hospital veterinário e sensibilizar pessoas do país inteiro. Ela disse ainda que se auto lesionou no olho para dizer que foi agredida", afirma o delegado Thiago Prado.



Assista os vídeos: