Procuradores reclamavam de violações éticas de Moro, divulga The Intercept
Mais um trecho do escândalo político/judiciário intitulado "VazaJato" foi divulgado pelo site The Intercept Brasil, nas primeiras horas da madrugada deste sábado (29). Desta vez, o site divulgou que os procuradores da operação Lava Jato temiam a parcialidade e reclamavam das violações éticas do então juiz, Sérgio Moro.
O pequeno trecho de uma conversa divulgada pelo jornalista Glenn Greendwald, mostra que no dia que Moro foi indicado ao cargo de Ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, os procuradores do MPF discutiam como ingresso do juiz na política podia legitimar críticas à Lava Jato.
Para os procuradores, Moro infringia sistematicamente os limites da magistratura para alcançar o que queria. “Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados”, disse a procuradora Monique Cheker em 1º de novembro, uma hora antes de o ex-juiz anunciar ter aceito o convite de Jair Bolsonaro para se tornar ministro da Justiça.
Integrantes da força-tarefa da Lava Jato lamentavam que, ao aceitar o cargo (algo que ele havia prometido jamais fazer), Moro colocou em eterna dúvida a legitimidade e o legado da operação. Os óbvios questionamentos éticos envolvidos na ida do juiz ao ministério poderiam, afinal, dar maior credibilidade às alegações de que a Lava Jato teria motivações políticas.
Na mesma conversa, o procurador Ângelo Goulart Vilela diz: “Cara, eu não confio no Moro, não. Em breve vamos receber cota de delegado mandando acrescentar fatos à denúncia. E, se não cumprirmos, o próprio juiz resolve”.
Uma vez que o alinhamento de Moro com o bolsonarismo se tornou claro, até os maiores apoiadores do ex-juiz dentro da Lava Jato passaram a expressar um descontentamento antigo com as transgressões dele. Até mesmo o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol (que sempre defendeu Moro), e o decano do grupo, Carlos Fernando dos Santos Lima, íntimo do então juiz, confessaram preferir que ele não aderisse ao governo Bolsonaro.
O pequeno trecho de uma conversa divulgada pelo jornalista Glenn Greendwald, mostra que no dia que Moro foi indicado ao cargo de Ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, os procuradores do MPF discutiam como ingresso do juiz na política podia legitimar críticas à Lava Jato.
Para os procuradores, Moro infringia sistematicamente os limites da magistratura para alcançar o que queria. “Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados”, disse a procuradora Monique Cheker em 1º de novembro, uma hora antes de o ex-juiz anunciar ter aceito o convite de Jair Bolsonaro para se tornar ministro da Justiça.
Integrantes da força-tarefa da Lava Jato lamentavam que, ao aceitar o cargo (algo que ele havia prometido jamais fazer), Moro colocou em eterna dúvida a legitimidade e o legado da operação. Os óbvios questionamentos éticos envolvidos na ida do juiz ao ministério poderiam, afinal, dar maior credibilidade às alegações de que a Lava Jato teria motivações políticas.
Na mesma conversa, o procurador Ângelo Goulart Vilela diz: “Cara, eu não confio no Moro, não. Em breve vamos receber cota de delegado mandando acrescentar fatos à denúncia. E, se não cumprirmos, o próprio juiz resolve”.
Uma vez que o alinhamento de Moro com o bolsonarismo se tornou claro, até os maiores apoiadores do ex-juiz dentro da Lava Jato passaram a expressar um descontentamento antigo com as transgressões dele. Até mesmo o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol (que sempre defendeu Moro), e o decano do grupo, Carlos Fernando dos Santos Lima, íntimo do então juiz, confessaram preferir que ele não aderisse ao governo Bolsonaro.

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