Familiares e amigos de suspeito de tráfico morto em Arapiraca fecham rodovia AL-110

Por Redação 06/06/2019 09h09 - Atualizado em 06/06/2019 13h01
Por Redação 06/06/2019 09h09 Atualizado em 06/06/2019 13h01
Familiares e amigos de suspeito de tráfico morto em Arapiraca fecham rodovia AL-110
Foto: Junior da Silva/ Já é Notícia
Na manhã desta quinta-feira (06), familiares e amigos de Aniere foram para o Sítio Bálsamo protestar contra a morte do homem já preso por tráfico de drogas.

Segundo testemunhas, eles queimaram pneus e deram tiro para o alto. A manifestação durou cerca de uma hora, mas ninguém foi detido.

Guarnições da Polícia Militar estiveram no local e revistaram os presentes suspeitos de atirar.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagou o fogo, liberando a rodovia AL-110. A viatura do Batalhão de Polícia Rodoviária também esteve no local controlando a movimentação.

O caso

Aniere dos Santos Silva, morreu na noite desta quarta-feira (05) após trocar tiros com a polícia durante uma abordagem. O fato aconteceu nas proximidades do Sítio Laranjal, zona rural de Arapiraca.

De acordo com informações da polícia, a guarnição estava em deslocamento para a cidade de Junqueiro quando se deparou com um veículo, um uno vermelho, em atitude suspeita. Ao abordar, o condutor empreendeu fuga por uma estrada de barro.

Ainda de acordo com relatos dos militares, o suspeito desceu do carro atirando contra a viatura e tentou fugir. A guarnição conseguiu acompanhá-lo e reagiu aos tiros. Aniere foi atingido e encaminhado ao Hospital de Emergência do Agreste, mas não resistiu aos ferimentos e entrou em óbito.

Com ele, foi apreendido um revólver Taurus, calibre .38 com quatro munições intactas e duas deflagradas. No veículo, foi encontrado um celular, documentos pessoais, 27 gramas de maconha em bombinhas, 260 gramas em tablete, um pino de cocaína e mais de quinhentos reais em espécie. Informações dão conta que ele fornecia drogas no Povoado Cajarana.

Aniere era considerado um traficante perigoso e foi preso em 2018, mas respondia em liberdade. No ano da prisão, o delegado regional da época, Thiago Prado, afirmou que há três anos a polícia recebia denúncias anônimas sobre Anieri dos Santos Silva, que foi autuado em flagrante. A prisão dele havia acontecido durante cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara da Infância e da Juventude e pela 17ª Vara.