Alagoas registrou 56 homicídios de idosos de janeiro de 2018 a abril de 2019, diz OAB
A Comissão Especial do Idoso da Ordem de Advogados do Brasil (OAB/AL) apresentou, nesta quinta-feira (23), um relatório que aponta os homicídios registrados em Alagoas de janeiro de 2018 a abril de 2019 e que tiveram como vítimas pessoas idosas. Neste período, conforme apresentado pela OAB, foram 56 crimes contra esta população vulnerável.
A coleta de dados foi baseada em denúncias que chegaram à Ordem e também em informações divulgadas pela imprensa e balanço feitos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O presidente da comissão, Gilberto Irineu, destacou que um dos pontos que chamam a atenção é o fato de muitos idosos serem vítimas de crimes praticados por familiares. Ele não soube especificar quantos, entre os casos registrados, se enquadram nesse perfil.
Segundo Gilberto Irineu, a faixa etária dos idosos vítimas de assassinatos vai de 60 a 87 anos. De acordo com o relatório, a maioria dos crimes aconteceu na capital Maceió, onde foram registrados 14 casos nesse período. Arapiraca vem logo em seguida, com oito casos contabilizados.
A maioria das vítimas de homicídio foi alvo de disparos de armas de fogo (33 casos). Em seguida, estão as vítimas de arma branca e instrumentos contundentes (11 casos); de espancamento, socos e pontapés (5 casos); esganadura e estrangulamento (3 casos); e outros (4 casos). Das 56 vítimas, 50 eram do sexo masculino e 6 do feminino.
Agora, com os dados em mãos, Gilberto Irineu disse que pretende provocar o Ministério Público, o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para que se posicionem sobre o assunto e adotem providências a fim de evitar que esse número cresça.
"Quanto ao MP, vamos nos reunir com o procurador-geral de Justiça, que deve designar um promotor que possa acompanhar os inquéritos parados na delegacia. Vamos também conversar com o Conselho de Segurança para que acompanhe de forma efetiva os casos. Além disso, vamos à SSP para que o secretário designe um delegado especial para os crimes ou então crie uma delegacia voltada aos crimes contra idosos, pois não existe aqui no estado", afirmou Irineu.
O presidente chamou a atenção para a necessidade de criação de um centro de saúde de referência para o idoso, de abrigos públicos e de um Centro Dia, que seria um espaço de convivência para que o idoso possa interagir enquanto a família trabalha.
Presente ao evento de apresentação dos dados, a presidente da Comissão Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Teresa Rosa Lins Vieira, destacou justamente que a função do conselho não é a de polícia, mas a de receber as denúncias e encaminhar para os órgãos competentes.
"É importante este momento de debate, pois precisamos garantir uma segurança para a pessoa idosa. Frisamos que estes homicídios não aconteceram de uma hora para outra, mas são frutos de várias agressões", afirma.
A coleta de dados foi baseada em denúncias que chegaram à Ordem e também em informações divulgadas pela imprensa e balanço feitos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O presidente da comissão, Gilberto Irineu, destacou que um dos pontos que chamam a atenção é o fato de muitos idosos serem vítimas de crimes praticados por familiares. Ele não soube especificar quantos, entre os casos registrados, se enquadram nesse perfil.
Segundo Gilberto Irineu, a faixa etária dos idosos vítimas de assassinatos vai de 60 a 87 anos. De acordo com o relatório, a maioria dos crimes aconteceu na capital Maceió, onde foram registrados 14 casos nesse período. Arapiraca vem logo em seguida, com oito casos contabilizados.
A maioria das vítimas de homicídio foi alvo de disparos de armas de fogo (33 casos). Em seguida, estão as vítimas de arma branca e instrumentos contundentes (11 casos); de espancamento, socos e pontapés (5 casos); esganadura e estrangulamento (3 casos); e outros (4 casos). Das 56 vítimas, 50 eram do sexo masculino e 6 do feminino.
Agora, com os dados em mãos, Gilberto Irineu disse que pretende provocar o Ministério Público, o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para que se posicionem sobre o assunto e adotem providências a fim de evitar que esse número cresça.
"Quanto ao MP, vamos nos reunir com o procurador-geral de Justiça, que deve designar um promotor que possa acompanhar os inquéritos parados na delegacia. Vamos também conversar com o Conselho de Segurança para que acompanhe de forma efetiva os casos. Além disso, vamos à SSP para que o secretário designe um delegado especial para os crimes ou então crie uma delegacia voltada aos crimes contra idosos, pois não existe aqui no estado", afirmou Irineu.
O presidente chamou a atenção para a necessidade de criação de um centro de saúde de referência para o idoso, de abrigos públicos e de um Centro Dia, que seria um espaço de convivência para que o idoso possa interagir enquanto a família trabalha.
Presente ao evento de apresentação dos dados, a presidente da Comissão Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Teresa Rosa Lins Vieira, destacou justamente que a função do conselho não é a de polícia, mas a de receber as denúncias e encaminhar para os órgãos competentes.
"É importante este momento de debate, pois precisamos garantir uma segurança para a pessoa idosa. Frisamos que estes homicídios não aconteceram de uma hora para outra, mas são frutos de várias agressões", afirma.
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