Pesquisa da Ufal sobre epilepsia detecta horários mais frequentes de crises
A epilepsia é uma condição neurológica grave que afeta 1% da população mundial. Segundo dados apresentados pelo professor Daniel Gitaí, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), aproximadamente 30% dos pacientes não respondem ao tratamento farmacológico e continuam a apresentar crises epilépticas recorrentes.
Pensando nisso, o Grupo de Pesquisa em Epilepsia Clínica e Experimental (GPECE) do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), em colaboração com o Centro de Medicina Circadiana da Faculdade de Medicina (Famed) e com o Institute for Regenerative Medicine, Texas A&M College of Medicine, vem estudando formas de controlar e tratar as crises causadas pela epilepsia.
De acordo com Daniel Gitaí, não é possível prever quando o paciente vai ter uma crise epiléptica, porém, estudos têm mostrado que a ocorrência dessas crises é mais frequente em determinados horários do dia. “Na epilepsia do lobo temporal, por exemplo, as crises ocorrem mais frequentemente no início da manhã e no final da tarde”, analisa.
“O nosso grupo tem investigado as causas deste padrão temporal de ocorrência das crises. No trabalho de doutorado da Heloisa Matos, sob minha orientação, observamos que genes do relógio, que controlam ritmos biológicos, apresentam um funcionamento alterado no cérebro de ratos com epilepsia. Esses achados permitiram a formulação de um modelo para explicar a ocorrência temporal das crises epilépticas e de novas abordagens para o tratamento da epilepsia”, explica o professor.
O docente leciona Biologia Molecular em cursos de graduação e pós-graduação da Ufal e é coordenador do GPECE, formado por alunos de doutorado, mestrado e de estudantes de graduação vinculados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
“A nossa hipótese é de que intervenções controladas, com o uso de fármacos, dieta, exercícios físicos, luz ou estímulos cognitivos, que promovam o alinhamento dos ritmos em diferentes regiões do cérebro de um paciente possam ser utilizadas para o tratamento das crises epilépticas”, alega o professor.
A pesquisa foi financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Departamento de Defesa dos EUA.
Destaque internacional
Os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo têm alcançado um bom reconhecimento. Em março, a Science Trend divulgou um artigo do docente Gitaí publicado na revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews. Segundo o pesquisador, o trabalhou abordou a cronobiologia das crises epilépticas, propondo um modelo para explicar o padrão de ocorrência das crises e novas abordagens terapêuticas.
“Este é um momento de muita satisfação para todo o grupo. Fazer ciência não é fácil. Cada conquista é fruto de um esforço muito grande. Uma dedicação absoluta para seguir o rigor científico que a pesquisa exige. Ver a repercussão internacional de um trabalho idealizado aqui é, de fato, inspirador para nós e reforça nossa certeza de que estamos no caminho correto, correspondendo com responsabilidade aos investimentos da sociedade”, comemora o pesquisador.
Pensando nisso, o Grupo de Pesquisa em Epilepsia Clínica e Experimental (GPECE) do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), em colaboração com o Centro de Medicina Circadiana da Faculdade de Medicina (Famed) e com o Institute for Regenerative Medicine, Texas A&M College of Medicine, vem estudando formas de controlar e tratar as crises causadas pela epilepsia.
De acordo com Daniel Gitaí, não é possível prever quando o paciente vai ter uma crise epiléptica, porém, estudos têm mostrado que a ocorrência dessas crises é mais frequente em determinados horários do dia. “Na epilepsia do lobo temporal, por exemplo, as crises ocorrem mais frequentemente no início da manhã e no final da tarde”, analisa.
“O nosso grupo tem investigado as causas deste padrão temporal de ocorrência das crises. No trabalho de doutorado da Heloisa Matos, sob minha orientação, observamos que genes do relógio, que controlam ritmos biológicos, apresentam um funcionamento alterado no cérebro de ratos com epilepsia. Esses achados permitiram a formulação de um modelo para explicar a ocorrência temporal das crises epilépticas e de novas abordagens para o tratamento da epilepsia”, explica o professor.
O docente leciona Biologia Molecular em cursos de graduação e pós-graduação da Ufal e é coordenador do GPECE, formado por alunos de doutorado, mestrado e de estudantes de graduação vinculados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
“A nossa hipótese é de que intervenções controladas, com o uso de fármacos, dieta, exercícios físicos, luz ou estímulos cognitivos, que promovam o alinhamento dos ritmos em diferentes regiões do cérebro de um paciente possam ser utilizadas para o tratamento das crises epilépticas”, alega o professor.
A pesquisa foi financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Departamento de Defesa dos EUA.
Destaque internacional
Os resultados dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo têm alcançado um bom reconhecimento. Em março, a Science Trend divulgou um artigo do docente Gitaí publicado na revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews. Segundo o pesquisador, o trabalhou abordou a cronobiologia das crises epilépticas, propondo um modelo para explicar o padrão de ocorrência das crises e novas abordagens terapêuticas.
“Este é um momento de muita satisfação para todo o grupo. Fazer ciência não é fácil. Cada conquista é fruto de um esforço muito grande. Uma dedicação absoluta para seguir o rigor científico que a pesquisa exige. Ver a repercussão internacional de um trabalho idealizado aqui é, de fato, inspirador para nós e reforça nossa certeza de que estamos no caminho correto, correspondendo com responsabilidade aos investimentos da sociedade”, comemora o pesquisador.
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