Vídeo: 3° BPM realiza palestra de valorização da vida e prevenção ao suicídio

Por Lohuama Alves 11/04/2019 12h12 - Atualizado em 11/04/2019 16h04
Por Lohuama Alves 11/04/2019 12h12 Atualizado em 11/04/2019 16h04
Vídeo: 3° BPM realiza palestra de valorização da vida e prevenção ao suicídio
Foto: Portal Já é Notícia
Com objetivo de criar uma rede de multiplicadores dentro da corporação e com a ajuda da sociedade civil e imprensa, o 3° Batalhão de Polícia Militar realizou, na manhã desta quinta-feira (11), uma palestra que teve como tema: “Comunicação como ferramenta de prevenção ao suicídio”.
 
A Campanha e cartilha com orientações foram lançadas no Auditório da unidade e contou com a presença com a presença do comandante do batalhão, major Palmeira, a palestrante e psicóloga, capitã Larissa Omena, militares do plantão e a imprensa local.

O evento teve o intuito de unir forças entre os militares, a imprensa e sociedade civil com estratégias de prevenção ao suicídio, fortalecendo uma cultura de cuidado e atenção, além de combater preconceitos relacionados ao adoecimento mental e ao sofrimento psíquico. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa de morte entre os jovens no mundo e uma das dez maiores causas de forma geral.

De 2012 a 2018, pode ser observado um crescimento de 35% nos casos de suicídio dentro da Polícia Militar de Alagoas. Levando em considerações também as tentativas, a PM apresenta uma taxa elevada, chegando a 57 por 100.000 habitantes em 2018, índice bem superior às taxas verificadas no estado (média de 4,5) e no Brasil (média de 5,8).

Veja o vídeo:



Cartilha de orientação

Na cartilha, há também orientações quanto aos sinais que merecem da atenção não só dos colegas, mas também de todos os familiares, para que em um trabalho conjunto possam colaborar como instrumentos transformadores da realidade. Em uma ação continuada, a produção também traz alguns cuidados importantes na prevenção, principalmente com a divulgação dos casos, para evitar o efeito de contágio, conforme manual elaborado pela OMS.

“Além do acompanhamento que fazemos com pessoas suscetíveis à consumação, sempre que acontece um caso nós fazemos um levantamento para identificar fatores que podem ter contribuído nesse fenômeno e o que nós temos notado é que o adoecimento mental é realmente a principal causa. Se fala muito em depressão, mas na verdade há outros transtornos que contribuem ainda mais como o transtorno de personalidade, o esquizofrênico, o delirante, que são de difícil tratamento. Nós estamos dando foco também em nossas ações a trabalhos de prevenção nesse sentido”, destacou a capitã Larissa.