Maceió é a 4ª capital do País com mais mortes de mulheres vítimas de agressão

Por Redação com Gazetaweb.com 27/03/2019 13h01 - Atualizado em 27/03/2019 16h04
Por Redação com Gazetaweb.com 27/03/2019 13h01 Atualizado em 27/03/2019 16h04
Maceió é a 4ª capital do País com mais mortes de mulheres vítimas de agressão
Foto: Reprodução/Internet
Maceió é uma das capitais do País com maior número de mortes de mulheres vítimas de agressão. Os dados constam no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, e compreende o período entre 2007 e 2016. Aqui, a estatística revela que, a cada cem pessoas mortas do sexo feminino, mais de uma foi agredida.

Fazendo um comparativo, a capital de Alagoas fica na quarta colocação no número de mortes em relação às demais. A taxa é de 1,71%. Este índice significa que em um grupo de 100 mulheres mortas quase duas tiveram a agressão como causa.

Na frente de Maceió, com um percentual superior a este, estão Palmas-TO (1,98%), Porto Velho-RO (1,99%) e Boa Vista-RR (2,05%).

Com as maiores populações, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem em primeiro e segundo lugares na lista das cidades com o maior número absoluto de casos de mulheres residentes mortas por agressão, se somados todos os registros feitos entre 2007 e 2016. Foram 1.497 casos na capital paulista e 1.197 na capital fluminense.

Proporcionalmente, no entanto, são as capitais com menos registros desse tipo. Eles representam 0,4% do total de óbitos femininos. Mas, ainda assim, vale destacar que as duas metrópoles precisam enfrentar a dura realidade de conviver com uma média anual de mais de 100 mortes femininas desse tipo todos os anos.

A única outra capital que vive a mesma realidade em termos absolutos - ou seja, com mais de mil casos ao longo de 10 anos - é Salvador. Boa Vista aparece na pesquisa feita como a capital que merece maior atenção das autoridades e dos movimentos em defesa das mulheres.

Os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, que, segundo o Ministério da Saúde, "capta todos os óbitos do país a fim de fornecer informações sobre mortalidade para todas as instâncias do sistema de saúde", mostram que 2 em cada 100 mulheres que moram por lá morreram vítimas de violência nos anos avaliados - mais do que o dobro da média nacional.

*Com Agência Metrópoles