Advogado de tatuador suspeito de cárcere e agressão à namorada diz que ele é inocente
O tatuador Marcos Alexandre da Silva, 35 anos, acusado de espancar, torturar e manter em cárcere privado a namorada, a estudante Deisiane Souza Cerqueira, 18, em Camaçari (BA), alega inocência. “Ele é inocente. As alegações serão comprovadas no processo”, declarou ao CORREIO na manhã da última sexta-feira (22) Lismar Monteiro, um dos advogados do acusado.
Deisiane acusa Marcos de ser o responsável por desfigurar seu rosto e ter deixado cicatrizes espalhadas no pescoço, costas e pernas, fruto de sessões diárias de murros, facadas, queimaduras de cigarro, mordidas e outras agressões físicas, que começaram logo após os dois primeiros meses da relação. Ela também disse que sofreu tortura psicológica: durante os seis meses em que foi mantida em cárcere privado, foi ameaçada de morte diariamente. A estudante foi resgatada no último dia 19 pelo pai, o taxista Robson Cerqueira Santos, 43.
O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Camaçari e está sob os cuidados da delegada Florisbela Rodrigues. Marcos até agora não foi encontrado pelos policiais da Deam. A pedido da delegada, o juiz Ricardo José Vieira Santana concedeu medida protetiva a Deisiane, estabelecendo que Marcos deve ficar a 300 metros da vítima e dos familiares dela.
Questionado sobre os detalhes da versão de Marcos em relação às agressões à namorada, Lismar disse que teve uma conversa rápida com o tatuador. “Falamos pouca coisa com ele por telefone, por isso não temos o que acrescentar. Mais detalhes para a imprensa agora só com a conclusão do inquérito, que por sua vez aguarda o resultado das perícias”, disse.
Lismar disse que Marcos será apresentado à polícia em breve. “Aparentemente abalado, porque a situação é complicada. Cada um dará sua versão aos fatos. Ele está em situação de risco devido ao clamor social, porque esse tipo de situação as pessoas se sensibilizam. Exposição do réu nesse momento é um risco a uma possível agressão”, declarou o advogado de Marcos.
O CORREIO repercutiu a declaração do advogado de Marcos com a delegada Florisbela Rodrigues, titular da Deam de Camaçari. “Estamos apurando o que foi realmente denunciado. Ela estava realmente em cárcere. Nenhum estranho havia entrado lá. Familiares perguntavam e ele dizia que ela estava em Salvador. Esta é uma fase de interrogatórios”, declarou a delegada.
Procurado, o pai de Deisiane comentou a declaração do acusado. “Ele é culpado. Foi ele. Deixei minha filha morando com ele e a encontrei amarrada. Testemunhas disseram que ninguém entrava na casa, e como é que foi outra pessoa? Os fatos estão aí. Tem laudo dos peritos”, bradou o pai.
Denúncia
Na Bahia, nos últimos dois anos, apenas 37,3% dos casos de violência doméstica geraram medida protetiva para a vítima.
“O perito que fez o exame de corpo de delito chorava toda vez que olhava para ela. Um policial da Deam também chorou. Se eles, que não são parentes, ficaram deste jeito, imagina eu? Não tenho mais lágrimas, mas o meu coração de pai está arruinado, pois me culpo por tudo isso, por não ter estado mais presente na vida de minha filha”, declarou o pai, com a voz embargada.
Deisiane acusa Marcos de ser o responsável por desfigurar seu rosto e ter deixado cicatrizes espalhadas no pescoço, costas e pernas, fruto de sessões diárias de murros, facadas, queimaduras de cigarro, mordidas e outras agressões físicas, que começaram logo após os dois primeiros meses da relação. Ela também disse que sofreu tortura psicológica: durante os seis meses em que foi mantida em cárcere privado, foi ameaçada de morte diariamente. A estudante foi resgatada no último dia 19 pelo pai, o taxista Robson Cerqueira Santos, 43.
O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Camaçari e está sob os cuidados da delegada Florisbela Rodrigues. Marcos até agora não foi encontrado pelos policiais da Deam. A pedido da delegada, o juiz Ricardo José Vieira Santana concedeu medida protetiva a Deisiane, estabelecendo que Marcos deve ficar a 300 metros da vítima e dos familiares dela.
Questionado sobre os detalhes da versão de Marcos em relação às agressões à namorada, Lismar disse que teve uma conversa rápida com o tatuador. “Falamos pouca coisa com ele por telefone, por isso não temos o que acrescentar. Mais detalhes para a imprensa agora só com a conclusão do inquérito, que por sua vez aguarda o resultado das perícias”, disse.
Lismar disse que Marcos será apresentado à polícia em breve. “Aparentemente abalado, porque a situação é complicada. Cada um dará sua versão aos fatos. Ele está em situação de risco devido ao clamor social, porque esse tipo de situação as pessoas se sensibilizam. Exposição do réu nesse momento é um risco a uma possível agressão”, declarou o advogado de Marcos.
O CORREIO repercutiu a declaração do advogado de Marcos com a delegada Florisbela Rodrigues, titular da Deam de Camaçari. “Estamos apurando o que foi realmente denunciado. Ela estava realmente em cárcere. Nenhum estranho havia entrado lá. Familiares perguntavam e ele dizia que ela estava em Salvador. Esta é uma fase de interrogatórios”, declarou a delegada.
Procurado, o pai de Deisiane comentou a declaração do acusado. “Ele é culpado. Foi ele. Deixei minha filha morando com ele e a encontrei amarrada. Testemunhas disseram que ninguém entrava na casa, e como é que foi outra pessoa? Os fatos estão aí. Tem laudo dos peritos”, bradou o pai.
Denúncia
Na Bahia, nos últimos dois anos, apenas 37,3% dos casos de violência doméstica geraram medida protetiva para a vítima.
“O perito que fez o exame de corpo de delito chorava toda vez que olhava para ela. Um policial da Deam também chorou. Se eles, que não são parentes, ficaram deste jeito, imagina eu? Não tenho mais lágrimas, mas o meu coração de pai está arruinado, pois me culpo por tudo isso, por não ter estado mais presente na vida de minha filha”, declarou o pai, com a voz embargada.
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